7 de dez. de 2019

4 de jan. de 2019

A "Voz de Pedra" voltou!

A Voz

Pedra com sono
Pedra que jaz (ia)
Exposta a Sol e Lua
frio e calor
Paciente... Insignificante...
Desperta-se em fissuras
Despertar-se-ia a ti mesma
Expõe a todos as tuas entranhas
Esfacela-se em duas, três, quatro,...
Abrupto, pujante, rude e feio é teu meio
Meio pedra, meio seixo, meio areia, meio lasca
Mas...
Talvez...
Outra vez...
Pedra sereis!
E a voz de Pedra?
Voz que não fala
Vós que não falais
Voz que não vive
Voz que não cala
Voz de preta pedra
Pedra que agora fala:
- Sou a "Voz de Pedra"!


Roberto Solon de Vasconcelos
29 de abril de 2010 – 09h00

29 de dez. de 2018

Vereador Gilson Ferreira: Floresce um líder pacificador?


Depois de um pouco mais de quatro anos, volto a escrever aqui no “vozdepedra”. Afinal, porque depois de tanto tempo de ociosidade? – Uma ex-aluna minha relembrou nesta semana da importância que este blog teve em sua vida e em parte da vida de várias pessoas de Pedra Lavrada.

- Então VOLTAMOS!

Estive ontem na última sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Pedra Lavrada presidida pelo vereador “Neguinho de Edivaldo”. Em seguida houve uma sessão solene para dar posse a futura mesa para o biênio 2019-2020, que será presidida pelo vereador Gilson Ferreira.

Confesso que não fui com a roupa adequada: o povo estava chique demais! – Fiquei timidamente escondido!

O plenário estava lotado e as cadeiras não foram suficientes para tanta gente.

Cheguei cedo e tinha pouca gente. Cumprimentei aos presentes que estavam próximos a mim.
Ao cumprimentar um político-e-pessoa-que-tenho-apreço ele fez um comentário deveras jocoso: “Beto, seus peitos estão grandes. Dá até para chupar”. Diante do constrangimento que fui submetido reagi da seguinte forma: “depois de velho, “viadou”?

Sei que minha reação não foi politicamente correta e um tanto quanto preconceituosa, mas, sinceramente, foi o que consegui dizer na hora.

Ele poderia ter dito: Hoje está quente, não? Eu confirmaria que sim e a vida continuaria sem mais essa desventura.

Houve a sessão ordinária onde a oposição foi oposição e a “situação”, mais uma vez, pareceu que não é nem situação nem oposição (Isso ficou confuso).

Contudo, para a minha grande surpresa, a desenvoltura política do vereador Gilson gritou, e gritou mais alto.

A sua esposa, cumprimentou pessoalmente grande parte das pessoas presentes à sessão – faltando apenas aos que aparentemente são apoiadores do prefeito Jarbas. Fora este lapso de etiqueta, a atenção muito muito calorosa e respeitosa.

Entre os intervalos da sessão ordinária e a sessão de posse, o vereador Gilson Ferreira cumprimentou pessoalmente a TODOS OS PRESENTES! – Isso foi politicamente fantástico!

Estava ao lado dos parentes e amigos mais próximos do vereador Gilson e testemunhei a alegria e a realização ao ver o vereador tomar posse como presidente da Casa. Vi como se fosse cada um deles também ocupando esta tão prestigiosa honraria. – Altruísmo puro!

O gol de placa de Gilson: Convidou a todos os ex-prefeitos vivos de Pedra Lavrada a ocuparem um lugar de honra em sua posse.

Isso nunca fora feito em nossa cidade. Habilidade política pura e um sinal de respeito muito grande às pessoas que já ocuparam a cadeira de prefeito.

Além de convidar os ex-prefeito, lhes fora facultada a palavra. – O que para um político que não estar em exercício de uma função pública, é, ao meu ver, uma honraria difícil de se ver.

- Mais um gol de placa para Gilson!

O primeiro a falar foi o ex-prefeito Roberto. Sua fala seguiu o protocolo que pessoas de boa educação seguem: falou do momento especial que estava vivendo. Ou seja, a posse do Vereador Gilson como presidente da casa. Foi preciso, respeitoso, educado e objetivo. - Nada além do que se espera de um filho de Antônio de Lelé e Maria da Guia.

O segundo a falar foi o ex-prefeito Tota Guedes. Ao contrário de Roberto, pensou que a tribuna “Alberto Edson” era um palanque eleitoral. Foi profundamente desrespeitoso com o anfitrião que tão respeitosamente o convidou – Vereador Gilson. Ao invés de destacar um momento tão especial para o vereador, preferiu fazer um discurso seboso – cheio de ranço – Parecendo, portanto, que não aprendeu com os resultados da última eleição. Onde, sua derrota saiu exatamente de sua boca. Parecia um ator ultrapassado e capenga à procura desesperada por um palco e uma plateia.

O terceiro a falar foi o ex-prefeito Tinan. Sua fala foi fantástica! Mostrou que não perdeu e nem diminuiu o seu dom para a oratória. Tinan calou toda a plateia ali presente. Discurso firme, “virgulado”, “devidamente pontuado”, profundamente contundente e educado. E, inteligentemente, afirmou que não é só Pedra Lavrada que passa por dificuldades. Que é importante olhar para o Brasil. Ou seja, Tinan continua sendo Tinan!

O último a falar foi o atual prefeito Jarbas Melo.

Eu fiquei a observar as reações de Jarbas ao ouvir as falar dos seus antecessores. E, em apenas um momento eu vi as reações faciais dele (assistam “lie to me” na Netflix) expressarem “raiva”.
Jarbas pareceu um ferro de engomar: - esquentando a cabeça e fumaçando pelo fundo!
Achei que ele iria revidar na mesma linha, o ex-prefeito Tota Guedes.

- Quebrei a cara...

Jarbas, inteligentemente, respirou e não tratou o seu opositor nas mesmas condições que fora tratado. Devolveu a má educação de Tota Guedes com ironias subliminares, deu muita ênfase à parceria política com Tinan, e corajosamente, lembrou que a presidência da câmara a ser exercida por Gilson, também é obra de sua articulação política.

Desfecho.

Gilson conseguiu reunir todas as vertentes políticas de Pedra Lavrada sob o seu guarda-sol.
Foi respeitoso com todos e mostrou uma grande capacidade de articulação e de se colocar como um pacificador.

Ao meu ver, já que a oposição não tem candidato até agora, Gilson se credencia a ser um nome a ser considerado para a vaga de prefeito em 2020.

Feliz 2019.

Roberto Solon de Vasconcelos

30 de mai. de 2016

Luto Pela Cultura Lavradense - Por Adjailson Souza ,João Neto e Vanderson Dantas

Por Adjailson Souza, João Neto e Vanderson Dantas

Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.
Cada Cidade tem a sua própria cultura ou tradição, que é influenciada por vários fatores. A cultura da nossa terra amada, Pedra Lavrada, foi, por um bom tempo marcada pelo o belíssimo trabalho dos grupos Folclóricos e Juninos, além do ícone do Forró pé de serra Lavradense, Chico Roque. Infelizmente, nossa realidade mudou, a cidade vive um retrocesso cultural, onde, por falta de apoio, está acabando toda nossa tradição, inclusive o "Maior São João antecipado da região".
Forró é um ritmo e dança típicos da Região Nordeste do Brasil, praticada nas festas juninas e outros eventos. Diante da imprecisão do termo, é geralmente associado o nome como uma generalização de vários ritmos musicais do Nordeste, como baião, a quadrilha, o xaxado, que têm influências holandesas e o xote, que tem influência portuguesa. São tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro (tocador de acordeão, que no forró é tradicionalmente a sanfona de oito baixos), um zabumbeiro e um tocador de triângulo. Na nossa querida Pedra Lavrada temos o grupo conhecido como Chico Roque que por anos fazia parte do nosso tradicional São João antecipado, o grupo tinha sua principal participação nas ilhas de forro, que por muitas vezes era mas animada que as bandas principais,  nesse ano o mesmo não foi contratado para nos alegrar nas festividades.

Os grupos de danças aos poucos fora nos deixando e causando um enfraquecimento na nossa cultura, a primeira a nos "deixar" foi a Quadrilha Mistura Lavradense; A *quadrilha Mistura Lavradense* foi fundada no dia 6 de abril de 2003 por um grupo de estudantes da escola Maria Elenita. Por quase três anos a quadrilha com o nome de Arraial da Serra representou a escola nas apresentações que realizou nas festas juninas da Paraíba... Já com o nome de Mistura Lavradense o grupo ganhou reconhecimento nas festas por onde se apresentou, com o seu jeito irreverente e alegre com que trata as suas apresentações. A junina não obteve o apoio da prefeitura e obteve o fim no ano de 2013, nos deixando inúmeras lembranças e saudades.

" É cultura, amor e tradição, a mistura lavradense realizando um sonho nesta noite de são joão!".

Depois, foi a vez da Junina Filhos de Pedra; A *Quadrilha Filhos de Pedra* surgiu no ano de 2004 na cidade de Pedra Lavrada, inicialmente era ligada a Secretária de Ação Social da cidade, posteriormente se desligou e tornou-se independente. Durante seus 10 anos de história teve um crescimento considerável e tornou-se conhecida dentro do estado paraibano como uma das quadrilhas do interior que mais conquistou títulos e concursos dentro do Estado. Filhos de Pedra foi TETRA-CAMPEÃ do Campeonato Paraibano de Quadrilhas da Região do Cariri, Curimataú e Seridó, vencendo os concursos em 2010, 2011, 2012 e 2013. A Junina nos deixou em 2015, também por falta de apoio, e o que nos restou foi muitas saudades da eterna xodó dos Lavradenses.

 "A dança é uma arte que sempre deve ser valorizada, somos filhos da vida, somos filhos da arte, somos FILHOS DE PEDRA."

Outra que também nos deixou foi a C&A(Companhia Folclórica Itaquatiara; A *Companhia Folclórica Itacoatiara* surgiu pela iniciativa da secretária Tereza Jeane Pereira Cunha, no dia 05 de Maio de 1997, na gestão do então prefeito Sebastião de Vasconcelos Porto (TINAN). O grupo tinha o intuito de resgatar à cultura Brasileira e nordestina. A primeira dança foi o Xaxado, onde encantou a todos, fazendo o público aplaudir de pé. Todos os anos apresentavam uma nova dança e abrilhantavam os festejos juninos Lavradense. No ano de 2013 recebe o título da Companhia de Dança dos jogos escolares da Paraíba e uma homenagem na cidade de Cuité, pelo fórum de cultura do Curimataú, pelos seus 16 anos de atividades prestadas à cultura na região. Após 17 anos, também em 2014, a C&A acabou. Motivos? Uma série.. Entre elas, a falta de incentivo da secretária de cultura, os ensaios jogados de local em local.. Chegando ao desgaste e ao fim de 17 anos de amor à cultura brasileira e nordestina.
Quando achávamos que a situação não tinha como piorar, este ano (2016), o Maior São João Antecipado da região não irá acontecer, deixando totalmente para trás sua tradição e o divertimento da população. A desculpa da crise não cola mais! Termino esse texto com uma frase do grande paraibano, Ariano Suassuna:

 "Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico, arte pra mim é missão, vocação é festa!"

 #LutoPelaCulturaLavradense!

30 de dez. de 2015

Tradutor do Russo: O lavradense Paulo Bezerra é destaque em reportagem da Folha de São Paulo de hoje

O lavradense Paulo Bezerra em seu apartamento no Rio de Janeiro
Ex-operário, tradutor conclui trabalho com os 'cinco elefantes' de Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski (1821­1881) estava morto havia 80 anos quando Paulo Bezerra, paraibano de Pedra Lavrada, o encontrou pela primeira vez.

Na época, o nordestino radicado em São Paulo, então um militante de 21 anos do PCB (Partido Comunista Brasileiro), só tinha lido um livro na vida, "A Lã e a Neve", do português Ferreira de Castro. Por sugestão de uma amiga do Partidão,
resolveu, em 1961, encarar "Crime e Castigo" na tradução das edições francesa e espanhola feita por Rosário Fusco e publicada pela José Olympio.

"Entendi muito pouco, mas fiquei fascinado com a história de Raskólnikov e o clima do romance", lembra.

Cinco anos depois, Bezerra imaginou, pela primeira vez, verter "Crime e Castigo" para o português direto do russo. Era um aluno de tradução da Universidade Estatal de Moscou, quando encontrou a mesma edição da José Olympio numa biblioteca. Aproveitou para cotejar com o original russo a
versão de Rosário Fusco.

"Foi impressionante: era como se autores diferentes contassem a mesma história, cada um a seu modo", diz.

Trinta e cinco anos depois do vislumbre foi lançada pela editora 34 a tradução de Bezerra para o clássico de 1866 –a primeira versão direta do russo publicada no Brasil.

Ali começou a saga de verter diretamente da língua original os "cinco elefantes de Dostoiévski", apelido dado aos romances da maturidade do escritor no documentário "Die Frau mit den 5 Elefanten" (a mulher com os 5 elefantes), sobre a história de Svetlana Geier, que, como Bezerra, traduziu do
original os cinco grandes romances, só que para o alemão.

Além de "Crime e Castigo", integram a lista "O Idiota" (1869), "Os Demônios" (1872), "O adolescente" (1875) e "Os Irmãos Karamázov" (1881).

A saga de Bezerra chegou ao fim neste ano, uma década e meia depois, com o lançamento da tradução de "O Adolescente" para a editora 34.

"Meu pai era ferreiro; minha mãe, costureira –logo, não podiam custear meus estudos", lembra o tradutor de 75 anos que, aos 10, garimpava minério no Seridó da Paraíba. Também trabalhou em farmácias e no comércio, tentou – sem sucesso– se alistar na Marinha e ajudou um tio na construção de açudes.

Deixou o nordeste aos 18 em direção a Atibaia (SP). Após dois meses trabalhando numa granja, rumou para a capital e, depois, Guarulhos (SP), onde morou com o irmão, soldador e mecânico de uma fábrica e militante sindical.

No começo 1960, seguiu os passos do mais velho. Virou operário. Foi quando começou a se envolver com o movimento sindical e, por fim, se filiou ao PCB.

Pela filiação, acabava demitido de todas as fábricas. Chegou a ser preso em 1962, durante uma greve. Foi liberado horas depois, mas não conseguia mais emprego.

No ano seguinte, aceitou o convite do PCB de fazer um curso de formação política em Moscou. Deixou o Brasil com um manual de russo, onde aprendeu o alfabeto cirílico e nada mais. "Eu só falava o português, minha formação regular era o curso primário e o curso de desenho mecânico."

OITO ANOS 

Veio o golpe militar de 1964. Bezerra, comunista fichado pela polícia, não tinha como retornar. A estada, que deveria durar seis meses, se estendeu por oito anos. Nesse período, ele ingressou na universidade e trabalhou na Rádio Paz e Progresso, dedicada a questões políticas. Também conheceu Ênio Silveira, fundador da editora Civilização Brasileira.

"A ditadura assustava qualquer um, sobretudo quem trabalhava com jornalismo na União Soviética e estava bem informado do que acontecia por aqui", conta. Por orientação do PCB, retornou ao Brasil pelo Uruguai. "O clima era sinistro, sentia-se o perigo no ar." Como fora preso em São Paulo, decidiu se fixar no Rio. Era uma forma de precaução.

De volta ao país natal, Bezerra fez letras na Universidade Gama Filho e se tornou mestre e doutor pela PUC Rio e livredocente em literatura russa pela USP. Também reencontrou Silveira. Dessa primeira visita ao Brasil, em 1971, saiu com "Fundamentos Lógicos da Ciência", de Pavel Kopnin, para traduzir. "Foi meu primeiro contrato de tradução", diz. Hoje, tem no currículo 33 obras traduzidas ao português, o que o torna um dos grandes tradutores de russo do Brasil, país até o século 20 acostumado a tradução de traduções do espanhol, do francês e do inglês.

Para Bezerra, "parafraseando Platão, o tradutor de texto indireto é um imitador de terceira categoria". Ele diz que o texto perde as peculiaridades das falas das personagens dostoievskianas, tornando-as
claras e elegantes. Algo oposto a Dostoiévski, que "é rude, áspero, deselegante quando a forma o
requer; logo, estilizá-lo e torná-lo palatável às chamadas regras do bem escrever significa trair uma peculiaridade essencial de seu estilo".

Aspereza que toma tempo: Bezerra leva, em média, dois anos e meio para traduzir e revisar cada obra.

TRADUTOR COMENTA TRADUÇÃO DOS CINCO ROMANCES

"Crime e Castigo"
Publicação 2001

Sinopse Dostoiévski narra a história do estudante miserável que assassina uma idosa e não consegue se livrar do peso do remorso. Nota do tradutor "O principal é encontrar a linguagem específica de
Raskólnikov, manter o padrão de aproximação e distanciamento ao longo do romance."

O Idiota
Publicação 2002

Sinopse O príncipe Míchkin é um indivíduo virtuoso que, inadaptado, passa por "idiota" numa sociedade corrompida.
Nota do tradutor 
"A grande dificuldade foi traduzir o prenúncio da
epilepsia de Dostoiévski, em que os pensamentos eram desestruturados."

"O Adolescente"
Publicação 2015

Sinopse Romance de formação, com um jovem de 20 anos que busca ser
aceito na sociedade russa no começo do capitalismo.

Nota do tradutor 
"Dos cinco livros, este foi o mais leve de traduzir, pois se
trata de um romance praticamente sem a tragédia dos demais."

"Os Demônios"
Publicação 2003

Sinopse O autor cria uma ficção a partir de um episódio verídico: o
assassinato de um estudante por um grupo niilista.

Nota do tradutor "Este romance tem uma dinâmica de crônica, diferente da
das demais. O narrador está dentro da narrativa não
participa, mas vê."

"Os Irmãos Karamázov"
Publicação 2008

Sinopse O último livro de Dostoiévski trata da conturbada relação entre
Fiódor Karamázov e seus três filhos.

Nota do tradutor "Foi um dos mais difíceis de traduzir. A mulher do
capitão Sneguirióv tem problema de cabeça e sua linguagem é embaralhada,
descontínua."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/12/1724221-ex-operario-tradutor-conclui-trabalho-com-os-cinco-elefantes-de-dostoievski.shtml 

29 de dez. de 2015

SALÁRIO: Dilma reajusta mínimo acima da inflação: R$ 880,00


Apesar da crise econômica, a presidente Dilma Rousseff manteve a política de reajustes reais do salário mínimo e fixou em 11,1% o aumento do piso salarial no País.

A partir de sexta-feira, 1º de janeiro de 2016, o salário mínimo no Brasil passará dos atuais R$ 788 para R$ 880,00. O decreto será publicado na edição desta quarta-feira 30 do Diário Oficial da União.

O valor também é superior às previsões iniciais do Palácio do Planalto, que trabalhou com uma estimativa inicial de R$ 865,50 quando enviou a proposta de Orçamento de 2016 ao Congresso Nacional.

Quando o Congresso aprovou, no último dia 17, a previsão era de R$ 870,99. Mais de 40 milhões de trabalhadores recebem o piso nacional, por isso o salário mínimo tem forte impacto na economia.


PEDRA LAVRADA: CONSELHO TUTELAR TERÁ NOVAS INSTALAÇÕES EM 2016.



Pedra Lavrada: O Conselho Tutelar do município de Pedra Lavrada ganhará novas instalações em 2016. A novidade foi divulgada pelo Prefeito Roberto, durante o programa institucional da Prefeitura Municipal de Pedra Lavrada, na Rádio Boa Esperança FM.

Os novos membros do Conselho Tutelar, eleitos esse ano, devem durante o ano de 2016, se mudar para o antigo prédio da central de telefonia do município a TELPA (foto). O prédio ainda vai passar por reformas para que possa se adequar a assistência oferecida pelo órgão que é essencial na defesa dos direitos das crianças e adolescentes lavradenses.

Além da mudança para o novo prédio, o Prefeito, anunciou que o município foi contemplado com um veiculo para ajudar o Conselho Tutelar na execução do seu árduo trabalho.


Por Anderson Eliziário
Foto: Anderson Eliziário

Prefeito Roberto explica contas da sua gestão e manda recado para o ex-prefeito Tinan?

Roberto - Tinan
Pedra Lavrada: O Prefeito de Pedra Lavrada, Roberto José Vasconcelos Cordeiro, usou o Programa da Prefeitura Municipal de Pedra Lavrada, na Rádio Boa Esperança FM, para fazer o balanço da sua gestão no ano de 2015. O Prefeito destacou o difícil ano que teve que enfrentar e das conquistas que, mesmo com a crise, conseguiu junto com sua equipe para o município lavradense.


Em um dos trechos da entrevista, o Prefeito Roberto, explica os repasses que são destinados ao município e como o município não conseguiu pagar alguns servidores em dia. Ao que parece, o Ex-prefeito do município, Professor Tinan, principal adversário político do atual Prefeito, começou a usar seu perfil no Facebook, para divulgar os repasses que são destinados à Prefeitura, entretanto, o Ex-prefeito se limita a divulgar para os seus seguidores apenas o que é destinado à Prefeitura deixando de lado os débitos que a mesma tem.

O Prefeito Roberto, tocou nessa tecla e, sem citar nomes, questionou a divulgação de dados incompletos a respeito dos repasses. “Muitas vezes, ficam jogando ai nas redes sociais, que a Prefeitura recebeu mais de um milhão como si, realmente, isso fosse meu e fosse livre, e não tivesse contas para pagar. É muito simples a pessoa chegar e dizer. E ,outra coisa, jogam com maldade, dizendo que si recebeu mais de um milhão, mas, não diz quê: lá mesmo onde ele tem o relatório, está dizendo que foi deduzido R$280 mil, lá diz tudinho que é: INSS, PASEP... está tudo deduzido lá. E a pessoa não diz” declarou o Roberto.

Ao final do programa, o Prefeito fez seus votos para 2016, desejando saúde para todos e para ele também. Como todos sabem, Roberto, além de está enfrentando um período difícil, administrativamente falando, também enfrenta problemas de saúde. O que pode pesar bastante em sua decisão para uma eventual disputa para a reeleição do seu cargo.

‪‎Lá vem Anderson‬

As plataformas de informação são incríveis, o Facebook então. O problema do Facebook, e que ainda temos muitas pessoas que ODEIAM os hipertextos, aqueles enormes que, provavelmente, você conhece alguém que não tem paciência para ler, existe até campanha contra eles (rsrs trágico). Pois, bem! Estamos falando de primeira informação, o que parece ser moda entre alguns usuários da rede. Alguns têm preguiça de ler uma informação por completo ou se limitam a uma única fonte de informação. E, isso meus queridos leitores, também é um dos motivos para essa verdadeira bagunça que está tomando conta do nosso país. – A boa notícia é que já está quase acabando \o/.

O ex-prefeito Tinan, faz um importante serviço nos informando quanto foi destinado ao nosso município. Afinal, muitas pessoas ainda não sabem como conferir esses dados. Porém, ele peca quando não traz mais informação sobre os repasses, o que pode gerar a famosa: “Primeira informação”, aquela que tratei no inicio do artigo. Por sermos pessoas publicas, nossas postagens precisam ser bem administradas, afinal, informação é poder, e quem produz informação o que é? (rsrs)

Não acredito que alguém possa pensar que o ex-prefeito Tinan, queira quê as pessoas falem: “Dinheiro tem, não paga por que não quer”. Afinal, sei o quanto o ex-prefeito Tinan é uma pessoa inteligente, e não tentaria uma “coisa” dessas sabendo que teve dificuldades para pagar os funcionários nos quatro últimos meses da sua gestão. Isso seria como dar um tiro no próprio pé, e sei que o ex-prefeito não seria capaz disso.

Veja bem! Tinan sabe que si tem uma coisa que as pessoas não perdoam ou não conseguem esquecer é o atraso dos pagamentos que aconteceu em seu mandato. Em conversar com aliados dele, alguém já disse: “Anderson, o que mais atrapalha Tinan ,hoje, são aqueles salários atrasados”. Será que em sã consciência, Tinan atrasou os salários por que quis? Claro, que não (assim acredito). Ele não pagou porque não teve condições, certo Professor?

Anderson, não consegui entender por que Tinan, estaria dando um tiro no pé? – Simples! Si a Prefeitura tem dinheiro e Roberto, não paga por que não quer, o mesmo aconteceu com Tinan? ou seja , em sua gestão a Prefeitura recebia repasses e ele não pagava porque não queria? É difícil acreditar nisso, e sei que isso não aconteceu, certo Professor?
É como já falei com alguns amigos: “Atrasos de salários não é uma arma exclusiva da oposição. Ela precisa ter muito cuidado ao tocar nessa ferida, ao que parece, ela ainda não cicatrizou”.

‪ Já ia esquecendo!

- Anderson, já nem sei se pertenço a esse grupo. Hoje, não me vejo mais fazendo parte dessa equipe. Por enquanto, estou só calado aguardado o que está por vir.

Por Anderson Eliziário

11 de dez. de 2015

Prefeita de Monteiro anuncia 14º salário para servidores da educação

A prefeita de Monteiro, Edna Henrique, reuniu na noite desta quarta-feira (9), professores, supervisores, diretores, orientadores, porteiros, motoristas, vigilantes, merendeiras, auxiliares de serviços e demais servidores da Secretaria Municipal de Educação, para anunciar o pagamento do 14º salário.
Aplaudida de pé pelos servidores presentes ao Centro Cultural Alexandre da Silva Brito, a prefeita Edna Henrique disse que o pagamento do 14º salário aos servidores da Educação é uma forma de premiar, indistintamente, todos aqueles que trabalham em prol de um futuro melhor para os mais de 4 mil alunos matriculados na rede de ensino do município.
“Queria eu poder pagar a todos os funcionários municipais um adicional salarial, mas, infelizmente os recursos que seriam obrigatoriamente destinados ao nosso município não estão sendo repassados, a exemplo do Governo do Estado, que há dois anos não repassa a verba que seria destinada para UPA 24 Horas, ocasionando um débito de quase R$ 4 milhões”, disse a prefeita Edna Henrique.
Após o anúncio do 14º salário aos servidores da Secretaria de Educação, a prefeita recebeu milhares de mensagens através das redes sociais parabenizando a iniciativa pioneira na região do Cariri. “Esse Natal vai ser inesquecível na vida de todos nós”, comemorou Rinalda Rodrigues nas redes sociais.
Outra que comemorou nas redes sociais foi à funcionária Cláudia Feliciano. “Prefeita de luxo paga o Décimo Quarto aos funcionários da Educação. Monteiro não tem uma gestora não, tem uma mãe. Luxo!!! Foi aplaudida de pé”.
Segundo informações da secretaria de Finanças, Rosilda Henrique, o pagamento do 14º salário aos funcionários da Secretaria de Educação vai injetar na economia do município recursos superior a R$ 600 mil. “O equilíbrio financeiro obtido pelo município nos últimos sete anos possibilita o pagamento rigorosamente em dia aos fornecedores e aos servidores municipais, que ao longo destes anos obteve importantes benefícios, a exemplo do pagamento do 14º salário aos servidores da Educação”, frisou Rosilda.
Cariri Ligado

Contrariando prefeitos e governadores: professores terão reajuste de 11,36% em 2016

Ministro confirma manutenção do reajuste do piso

A Diretoria da CNTE foi recebida nessa quarta-feira (9/12) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que se comprometeu com a manutenção do reajuste do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério: "O ministro confirmou que o governo não pretende fugir daquilo que vem fazendo nesses últimos anos, ou seja, cumprirá a lei, segundo o parecer da Advocacia Geral da União e, portanto, o reajuste do piso deve ficar em torno de 11,36% na base salarial dos professores com formação de nível médio", explica o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Educadores enfrentam propostas contra reajuste do Piso Salarial - A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação está mobilizando sindicatos de todo o país contra os ataques à Lei do Piso que estão sendo promovidos por gestores de estados e municípios. Documento assinado conjuntamente pelos Secretários de Estado de Administração, Fazenda, Planejamento e Gestão, e enviado ao Ministro da Educação Aloizio Mercadante, solicita do Executivo Federal a suspensão de qualquer reajuste ao piso salarial nacional do magistério, enquanto perdurar a crise econômica. Além disso, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em conjunto com outras organizações de Prefeitos, tem procurado apoio no Governo Federal e na Câmara dos Deputados para fazer aprovar em definitivo o PL 3.776/08, que vincula o reajuste do piso somente ao INPC-IBGE. E o principal argumento também é a crise econômica. 

http://www.cnte.org.br/

9 de dez. de 2015

Chuvas começam a chegar ao Sertão pernambucano

chuva_1Depois de muito sofrimento por conta da estiagem prolongada, os sertanejos começam a sorrir um pouco mais aliviados. As primeiras chuvas começaram a cair, e fortes, na região do Sertão pernambucano. Foram registradas chuvas nos municípios de Afrânio (PE) e Dormentes (PE), no Sertão do São Francisco.

Também houve registro de precipitações pluviométricas em Santa Maria da Boa Vista (PE) e Lagoa Grande (PE), naquela mesma região. Em Petrolina, a área urbana ainda sofre com o calor, mas na zona rural as chuvas chegaram a duas comunidades rurais.


Fonte: http://blogdoitamar.com.br/2015/12/chuvas-comecam-a-chegar-ao-sertao-pernambucano/

4 de dez. de 2015

A farsa de Cunha, jihadista da direita corrupta

Vivemos no Brasil um momento no qual a história parece já acontece como farsa. Um patife entrincheirado no comando da Câmara, em deslavado exercício de gangsterismo político, acata um pedido de abertura de processo de impeachment com o intuito de retaliar o Executivo por não apoiá-lo na pretensão de salvar a pele no Conselho de Ética da Casa –que apesar de nada ou pouco ter de ético inclina-se a reconhecer os fatos clamorosos que se voltam contra o sinistro deputado.

Não é outra a motivação de Eduardo Cunha, cujo interesse pessoal surpreende e adultera a dinâmica política e institucional para lançar um processo de impedimento numa hora em que as condições não se mostravam as mais propícias. Formara-se praticamente um consenso entre analistas (e mesmo entre setores menos estúpidos da classe política) que o "momentum" do impeachment havia se esvaído –ainda que pudesse reapresentar-se mais adiante.

Prevaleceu, portanto, sobre a racionalidade e o tempo do cálculo político estruturado o ímpeto de um homem-bomba. Cunha, o jihadista da direita corrupta, vendo-se encurralado, decidiu explodir o colete. Não esqueçamos que nosso "suicide bomber", embora tenha agido agora como um lobo solitário, foi, durante longos meses, protegido e incentivado por setores da oposição e da imprensa. Como se sabe, o senador Aécio Neves, no afã de ganhar no tapetão o que perdera em casa, uniu-se à escória da política e chegou ao oportunismo notável de votar contra teses de seu partido na tentativa de chegar ao trono por caminhos insensatos. Nessa empreitada irmanou-se - e nivelou-se - a gente do calibre de Paulinho da Força (ou seria da Farsa?). Agora, contudo, mesmo o sinhozinho das Gerais já havia abandonado Cunha e a ideia de impeachment pelo impeachment, em meio a uma tardia e vexaminosa autocrítica de seu partido.

Ninguém na opinião pública deixou de notar que ao aceitar o pedido Cunha agiu como um chantagista entregando sua retaliação. Muitos, porém, trataram de considerar que o impulso torpe não mancharia o processo, que poderá transcorrer, digamos, "normalmente", sem carregar a mácula de seu pecado original.

Devo dizer que discordo dessa avaliação. Não concordo que se possa higienizar a cena do crime dela limpando o vício inaugural.

Mas não é apenas isso que me incomoda: falta ao pedido do sr. Bicudo a identificação convincente de um crime de responsabilidade. As "pedaladas fiscais" de 2015 ainda não foram caracterizadas –e mesmo que venham a ser é clara a desproporção entre o suposto delito e a punição que se sugere, como, aliás, já haviam declarado, com todas as letras, o governador Alckmin e o banqueiro Roberto Setúbal.

Nada disso, porém, justifica a aceitação desse processo que traz de seu nascedouro o característico cheiro de enxofre.

Por Marcos Augusto Gonçalves -  editor da Ilustríssima da Folha

FOnte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcosaugustogoncalves/2015/12/1714605-a-farsa-de-cunha-jihadista-da-direita-corrupta.shtml

Tiro, porrada e bomba em alunos viram espetáculo violento em SP

Está cada vez mais perigoso protestar pelas ruas da cidade. Ao menos, esta foi minha impressão na manhã desta quinta (3) durante a manifestação dos estudantes pela avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo.

Bomba, xingamentos e ira de pedestres e motoristas, incomodados com o trânsito parado. Esses foram os desafios do alunos que protestavam contra a reorganização da rede estadual de ensino do Estado.

Era pouco antes das 9h quando ouvi o primeiro estrondo e estava no 8º andar de um prédio comercial a metros dali. O barulho era de uma bomba de gás lacrimogêneo que a Polícia Militar havia atirado contra os estudantes que bloqueavam a importante avenida, sentados em cadeiras escolares.

Não houve diálogo. Os PMs chegaram jogando a bomba na direção deles, me contaram quando desci para fazer a reportagem.

A molecada correu para o outro lado da avenida. Por alguns momentos, houve silêncio. Estudantes e policiais se encaravam à distância. Enquanto isso, trabalhadores desavisados chegavam aos prédios comerciais como se nada estivesse acontecendo.

Quando o semáforo fechou, a molecada voltou a fechar o cruzamento.

Não demorou para outras bombas ecoarem. A gritaria foi geral e todo mundo, inclusive eu, começou a correr. Estudantes, transeuntes, fotógrafos e jornalistas se misturaram e escaparam para uma viela.

Rapidamente o clima de terror se instalou naquele trecho esfumaçado da Faria Lima, uma região de escritórios bastante conhecida na capital paulista. Os comerciantes fecharam suas portas.

Mas os estudantes de cabelos e roupas coloridas já estavam preparados: eles continuaram andando e até ajudando a jornalista aqui a se safar dos desagradáveis efeitos do gás lacrimogêneo.

Os olhos e a garganta ficam em brasa (efeito do gás lacrimogêneo). Uma colega me salvou ao me dar uma camisa para cobrir o rosto. Logo depois, um estudante me pediu para abrir as mãos e pingou gotas de leite de magnésio. "Coloca nos olhos e nas narinas", ele me ensinou. Eu, tonta, questionei: "Posso beber? Minha garganta...". Ele já me rebateu: "Melhor não". Aceitei a dica.

O cortejo continuava. Tenso. Clima que só mudava quando eles conseguiam parar algum trecho da avenida. Aí era uma festa: "Aqui não tem arrego!", gritavam.

Mas os carros, apressados, queriam seguir e buzinavam enlouquecidamente para que eles saíssem. Por muitas vezes, fiquei com medo de que houvesse um atropelamento em massa. Alguns pedestres gritavam que eles eram vagabundos. A maioria respondia: "um dia eu quero ser trabalhador como o senhor, mas preciso estudar primeiro".

Por volta das 10h, três viaturas chegaram subitamente com as sirenes ligadas. Em uma ação rápida -- e sem nenhum tipo de negociação --, os policiais da Força Tática detiveram quatro pessoas.

Eu presenciei uma dessas detenções. O menino foi jogado no chão, com as mãos nas costas. A cena seria humilhante se não fosse extremamente violenta. O rapaz não estava armado, não estava agredindo ninguém. Só estava protestando. Mas foi levado pelo camburão com os outros colegas sem direito a qualquer contra argumentação. Meninas e meninos choravam e gritavam e xingavam. Muitos filmavam, inclusive eu.

Outra bomba foi atirada contra a multidão de estudantes, apoiadores, fotógrafos e jornalistas. Todos voltamos a correr.

Questionei-me se não haveria uma forma mais branda de detê-los. Aliás, eles deveriam ser detidos? A Constituição garante o direito de protestar. Fui perguntar para um PM. Ele me respondeu: "foram para a 15º DP".

Fui à delegacia a pé, seguindo o protesto que virou cortejo. Meia hora depois a notícia: os detidos não estavam lá. Haviam sido encaminhados para outra unidade, a 14ª.

Já no novo endereço, descubro que a rua foi fechada para evitar que os manifestantes chegassem até a delegacia. Quem chegou levou bomba. De novo.

E de novo. Já eram quase 14h quando presenciei um dos momentos mais aterrorizantes na minha opinião. Eu vi muitos deles serem alvejados ininterruptamente com as bombas de gás a poucos passos de uma feira livre.

Ali mesmo, um rapaz foi espancado a céu aberto e a luz do dia por policiais. O falatório do comércio de frutas e legumes foi interrompido pelo som de gritos, sirenes e bombas.
Só nos restou correr e nos proteger em um canto. Tristes tempos.

http://educacao.uol.com.br/noticias/

Isso é grave: Tucanos proibiram a vinda de R$ 300 milhões para combater efeitos da seca na Paraíba

O secretário de Infraestrutura, Ciência, Tecnologia e Recursos Hídricos da Paraíba, João Azevedo, acusou o PSDB no Senado de ter sido responsável, ao lado do PPS, pela exclusão ontem de recursos na ordem de R$ 1.2 bilhão para o Ministério da Integração, cujo montante destinaria R$ 300 milhões à Paraíba para resolver a gravidade dos efeitos da estiagem.

– Fomos informados pelo Ministério da Integração nesta quinta-feira que já estavam reservados recursos na ordem de R$ 300 milhões para obras e serviços emergenciais diante da gravidade da seca, entretanto, tudo foi desfeito diante da decisão do PSDB e PPS, ontem, de impedir a aprovação no Congresso Nacional – explicou.

João Azevedo disse ainda que “vivendo um dos momentos de estiagem mais crucial dos últimos tempos, fazendo o governador Ricardo Coutinho ter que bater às portas dos Ministérios, sobretudo da Integração, para atenuar e resolver os problemas hídricos do Estado eis que acabamos de ser informados desta perda de recursos por conta do PSDB do senador Cássio Cunha Lima”.

Para ele, “a Paraíba precisa conhecer a verdade dos partidos que, nos veículos de comunicação dizem uma coisa mas na prática agem de forma impiedosa contra nossos irmãos nordestinos e em especial da Paraíba”.

http://www.blogdotiaolucena.com/

Hoje é dia do Orientador Educacional: o mediador da escola

Elo entre educadores, pais e estudantes, esse profissional atua para administrar diferentes pontos de vista

Antes tido como o responsável por encaminhar os estudantes considerados "problema" a psicólogos, o orientador educacional ganhou uma nova função, perdeu o antigo e pejorativo rótulo de delegado e hoje trabalha para intermediar os conflitos escolares e ajudar os professores a lidar com alunos com dificuldade de aprendizagem.
Regulamentado por decreto federal, o cargo é desempenhado por um pedagogo especializado (nas redes públicas, sua presença é obrigatória de acordo com leis municipais e estaduais). Enquanto o coordenador pedagógico garante o cumprimento do planejamento e dá suporte formativo aos educadores, ele faz a ponte entre estudantes, docentes e pais. 

Para ter sucesso, precisa construir uma relação de confiança que permita administrar os diferentes pontos de vista, ter a habilidade de negociar e prever ações. Do contrário, passa a se dedicar aos incêndios diários. "Garantir a integração dos atores educacionais e avaliar o processo evita a dispersão", explica Sônia Aidar, titular do posto na Escola Projeto Vida, em São Paulo. 

É também seu papel manter reuniões semanais com as classes para mapear problemas, dar suporte a crianças com questões de relacionamento e estabelecer uma parceria com as famílias, quando há a desconfiança de que a dificuldade esteja em casa. "Antes, o cargo tinha mais um enfoque clínico. A rotina era ser o responsável por encaminhar alunos a especialistas, como médicos, fonoaudiólogos etc.", explica Sônia. 

Recentemente, o orientador passou a atuar de forma a atender os estudantes levando em conta que eles estão inseridos em um contexto social, o que influencia o processo de aprendizagem. "Essa mudança tem a ver com a influência de teóricos construtivistas, como Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygostky (1896-1934) e Henri Wallon (1879-1962), nos projetos pedagógicos das escolas, cada vez mais pautados pela psicologia do desenvolvimento - o estudo científico das mudanças de comportamento relacionadas à idade durante a vida de uma pessoa." 

Em algumas redes, como em Guarulhos, na Grande São Paulo, essa ajuda vem de fora. A organização não-governamental Lugar de Vida, por exemplo, foi contratada pela prefeitura para prestar o serviço de orientação. O programa foi pensado para que a equipe da escola tenha encontros quinzenais, de duas horas cada um, com o pessoal da entidade para falar sobre dificuldades diversas. 

As primeiras reuniões geralmente se iniciavam com um longo silêncio, mas terminavam com os participantes contando experiências muitas vezes traumáticas. "Percebi logo que não se costuma falar sobre esses problemas. Os docentes têm dificuldade em compartilhá-los com seus pares e, com isso, acabam por não resolvê-los", conta Fernando Colli, psicanalista e coordenador da Lugar de Vida. 

Quando essa dinâmica está incorporada à unidade de ensino, o trabalho flui de forma mais contínua. Para mostrar como isso funciona, ouvimos três orientadores com perfis distintos. Todos foram convidados a narrar seu dia-a-dia em textos em primeira pessoa - você confere o resultado abaixo. 

Maria Eugênia de Toledo, da Escola Projeto Vida, fala sobre como é lidar diretamente com crianças e jovens. O relato de Lidnei Ventura, da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes, em Florianópolis, é um bom exemplo da rotina de quem trabalha lado a lado com os professores. E Suzana Moreira Pacheco, titular do posto na EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, conta como é ser o elo com a comunidade.

Convívio e parceria com os estudantes

Foto: Rodrigo Erib
Foto: Rodrigo Erib
"Meu nome é Maria Eugênia Toledo e, desde 2002, sou orientadora responsável por sete turmas do 6º e do 7º ano da Escola Projeto Vida, em São Paulo. A demanda de acompanhamento dos jovens é grande. O desafio é não descuidar do coletivo, ao mesmo tempo que desenvolvemos uma série de intervenções individuais. 

Recentemente, precisei sentar e conversar com um aluno que fez uma coisa errada. Os professores reclamavam que ele dava trabalho e provocava os colegas. Em nossa conversa, ele chorou muito e desabafou: ninguém enxergava suas qualidades. Eu disse: 'Você tem de mostrar seu lado bom. É sua meta. Combinado?' Ele respondeu que sim. Estávamos de acordo. Uma semana depois, a escola promoveu um passeio à exposição Diálogos no Escuro (ambiente em que se simula o cotidiano dos deficientes visuais), na cidade de Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo. Esse estudante foi. Para minha surpresa, quando estávamos no escuro para conversar com os guias cegos, ele fez as melhores perguntas. Queria saber se os guias eram vaidosos, como era o dia-a-dia deles etc. No fim do programa, um deles perguntou o nome do aluno e disse: 'Eu enxergo muitas coisas boas em você'. A reação do estudante foi incrível. Ele me disse, comovido: 'Puxa, o cara não enxerga, mas viu minhas qualidades'. Essas situações trazem um efeito positivo para toda a vida da pessoa. 

Para fazer parte do convívio dos estudantes, chego meia hora antes do início das aulas, às 7 da manhã. Acho que o orientador não pode atuar só em classe, por isso acompanho a circulação no pátio, nos intervalos e nas atividades de grupo fora de sala. Estou sempre circulando entre eles. 

Além disso, temos um encontro semanal com cada uma das turmas. Funciona como se fosse uma aula dentro da grade curricular, mas tem uma especificidade de temas. Por exemplo, do 6º ao 9º, eles passam pelo Projeto Vida e Saúde, no qual discutimos questões como alimentação, drogas, sexualidade, mídia e relação com o corpo. 

No 7º ano, trabalhamos a entrada na adolescência. Nesses encontros, elaboramos cartazes com três colunas (eu critico, eu solicito, eu quero discutir) em que os estudantes, de forma anônima, colocam os fatos - sempre os fatos. Então, conversamos sobre cada assunto por categoria (respeito entre eles, uso inadequado do espaço etc.). As soluções vêm do grupo.  pensam sobre como têm administrado os próprios conflitos. Incentivamos a formação de uma pessoa crítica, sempre em conjunto com o professor e a família." 

Ponte entre a turma e os professores

Foto: Danisio Silva/Tempo Editorial
Foto: Danisio Silva/Tempo Editorial
"Sou Lidnei Ventura, orientador da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes. Aqui, na rede pública de Florianópolis, a portaria nº 6 de 2006 estabelece uma proporção entre os orientadores educacionais e o número de alunos por escola. Muitas vezes, como no meu caso atualmente, esses profissionais acumulam a função com a coordenação pedagógica. 

Moderamos as relações na unidade de ensino, verificando problemas e buscando soluções conjuntas. Tudo isso sem perder de vista o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Por isso mesmo, nosso contato com os professores tem de ser muito próximo. 

Como temos 750 alunos na unidade, a demanda é bem grande. Recebo diversos tipos de situação, como casos de indisciplina, dificuldade de aprendizagem e baixa frequência. Às vezes, observo um descompasso entre o docente e a história das famílias. Nesses casos, cabe a mim fazer a ponte. 

No ano passado, por exemplo, os educadores vieram me avisar, preocupados, sobre um aluno que estava vivenciando a separação dos pais: 'Lidnei, ele parou de vir à escola'. Acontece. A criança fica perdida nessa hora. Não está pronta para passar por aquilo e pode até desistir dos estudos por causa disso. 

Eu e os professores nos juntamos para estimular o estudante a voltar para as aulas - afinal, estávamos perto do fim do ano escolar. Ligamos para os pais, pedindo que eles continuassem a trazê-lo. Conversamos individualmente com os amigos mais chegados ao rapaz para que eles pudessem de alguma forma ajudar. Queríamos, além de tudo, incentivar a solidariedade entre eles. 

O resultado foi incrível. Pouco a pouco, o aluno foi voltando à escola. Se não fossem os educadores atuantes, fazendo essa ponte com a orientação, perderíamos o jovem. E ele ficaria atrasado nos estudos. 

Toda essa interação com os professores é feita no dia-a-dia ou durante as reuniões pedagógicas trimestrais e de planejamento (mensais), quando discutimos também as temáticas que têm a ver com o cotidiano educacional na escola, sempre buscando ajudar o docente a encontrar o melhor caminho para o aluno. 

Do 1º ao 5º ano, o professor é quem passa para o orientador as informações sobre os alunos, já que é possível manter um contato mais individualizado com a turma. Do 6º ano em diante, existe uma dificuldade maior. Até o docente conseguir identificar os problemas de aprendizagem, leva tempo. Por isso, preciso ajudá-lo, contando a história de cada aluno, as dificuldades ou habilidades, quem é a família e quem devemos chamar à escola em caso de complicações. São dados que levanto em conversas que tenho com cada jovem em outros momentos. 

Outra questão é que acredito ser fundamental o contato dos professores com os pais. Nossa unidade não é uma ilha. É preciso discutir em conjunto o desenvolvimento das crianças. Com esse objetivo, programamos alguns eventos de interação - previstos para esse ano. Queremos chamá-los para alguns ciclos de palestras sobre as problemáticas da adolescência. É o nosso desafio em 2009: desenvolver projetos que tragam a comunidade para dentro do espaço da unidade de ensino de forma planejada e produtiva." 

Os pais como aliados no ensino dos filhos

Foto: Tamires Kopp/Print Maker
Foto: Tamires Kopp/Print Maker
"A EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, foi uma conquista da comunidade do Morro Alto - que se mobilizou pela construção da escola junto à prefeitura. Por isso, o entorno está muito presente em nosso dia-a-dia. Tudo isso representa uma satisfação para mim, Suzana Moreira Pacheco, orientadora da unidade. 

Como forma de perpetuar essa relação, sempre busco prestar apoio ao professor, ao estudante e à família. Junto aos pais, particularmente, promovo entrevistas e acolhimento de alunos que estejam chegando. Participamos ainda de fóruns ligados à proteção da criança e do adolescente e realizamos grupos de reflexão com a comunidade. 

Tenho muitos casos interessantes que mostram o sucesso do trabalho. Um deles é o de uma família bastante carente que chegou à comunidade. Eles viviam em situação muito precária, num ambiente de dois cômodos com cinco filhos, uma matriculada em nossa unidade. Além disso, a mãe, Lusia Flores Machado (que aparece comigo na foto), nem sempre se entendia com a gente. 

Em poucos dias, a aluna começou a faltar. Não pensei duas vezes: fui até a casa da família buscá-la. Às vezes, chegava e eles me diziam: 'Ela se atrasou hoje...' Eu respondia que não tinha importância. Esperava que eles a aprontassem e levava a menina para a aula, mesmo atrasada. Cansei de ir buscar essa aluna em sua residência. 

Depois, o problema virou o material escolar. Vira e mexe, ela chegava sem nada para anotar. O fato é que todas as pessoas da família utilizavam o caderno. Ela, com 7 anos, não conseguia se organizar naquele espaço. Cheguei a sugerir que ela guardasse as coisas em uma caixa. Aos poucos, consegui pontuar com a família a importância de cuidar do material. 

Ao mesmo tempo, acionei um trabalho em rede com outras instâncias, como o posto de saúde e a assistência social. Consegui que a família participasse de um programa de auxílio do governo. Isso para que eles tivessem uma estrutura mínima para que as crianças pudessem frequentar a escola. 

Recentemente, essa mãe me procurou, avisando que tinha conseguido um trabalho e que não conseguiria mais levar um dos filhos, um aluno com deficiência, ao serviço da prefeitura para a educação inclusiva. Para ela, a prioridade era colocar dinheiro em casa, mas juntas encontramos uma alternativa, conciliando os dias da semana e os horários do serviço com o novo emprego. Nesse caso, ela fez tudo o que podia. Cabe ao orientador, dentro dos seus limites e com cuidado, ajudar a pessoa a enxergar a saída e acionar os recursos disponíveis."


http://revistaescola.abril.com.br/formacao/mediador-escola-427372.shtml