31 de jan de 2011

Paraíba: rica em minérios, pobre em estratégias.


Sem agregar valor aos minérios, a Paraíba continua explorando uma das principais riquezas naturais de forma rudimentar e vendendo a matéria-prima sem qualquer beneficiamento. Um dos reflexos diretos da falta de geração de riqueza nos municípios da região do Seridó, onde há maior abundância de minério explorado, são os valores do PIB per capita. Cidades como Várzea (R$ 4.426), Junco do Seridó (R$ 3.326) e Pedra Lavrada (R$ 3.814) possuem PIB per capita ainda muito abaixo da média do Estado (R$ 6.866), que por sinal não é referência, por ser o quarto mais baixo entre 27 unidades de federação.

A exportação de minérios somou quase US$ 8 milhões no ano passado, alta de 52% em relação ao ano anterior (US$ 4,3 milhões) é outro exemplo prático do quanto o Estado perde divisas. Exportamos, anualmente, milhares de toneladas de ilmenita, granito, areias de zircônio, quartzo, quartzitos, bentonita e mica de forma bruta e sem beneficiamento local e possibilitar agregar valor na cadeia produtiva. Exemplos não faltam para ilustrar perdas, principalmente para a pequena mineração que continua fazendo extração de forma manual e não mecânica, o que eleva, inclusive, os riscos. No ano passado, cinco pessoas morreram na exploração do minério na região do Seridó.

Os valores irrisórios pagos pelos atravessadores aos garimpeiros mostram a dimensão de perdas. O metro quadrado do mosaico do quartzito que é vendido na pedra bruta a R$ 5 passaria para R$ 130 com a compra de uma trituradora, o que representa uma aumento exponencial de 2.500%. O equipamento custa R$ 150 mil, mas as pequenas cooperativas no Seridó não possuem capital para o investimento. A aquisição também de um simples moinho com capacidade de quatro toneladas elevaria em mais de 250% o faturamento dos trabalhadores na venda do feldspato, minério utilizado na indústria cerâmica. A tonelada que é vendida em forma bruta por R$ 40 poderia sair por R$ 140 com a compra do equipamento. A lógica de perda de dinheiro serve para os demais minérios abundantes na região do Seridó como caulim, quartzo, mica, tantalita/columbita, estanho, lítio, berílio, quartzito e as gemas. Na prática, na meso-região do Seridó, há mais garimpagem e pouca mineração por ausência equipamentos.

“O minério é uma vocação natural da Paraíba, mas ainda não foi transformada em potencial econômico na mesma proporção, simplesmente por falta de prioridade dos governos que não vestiram a camisa do setor. Há 68 anos exploramos minério no Estado, mas pouco construímos dentro do seu potencial. Acredito profundamente na saída pela pequena mineração para gerar trabalho, renda e riqueza nos municípios”, avalia o pesquisador e professor do curso de Engenharia de Minas da UFCG, Antônio Pedro Ferreira, que integra o projeto de Arranjo Produtivo Mineral (APL Mineral), no Seridó, que pode mudar a cara da pequena mineração do Estado.

Um dos avanços do setor nos últimos anos foi a formação de cinco cooperativas no Seridó e a legalização de algumas áreas. Porém, o desafio das entidades como Sebrae e a UFCG vai além da burocracia pela legalização das áreas exploradas, pois os mais de 300 trabalhadores cooperados continuam com os aparelhos manuais.

Apesar de encerrarmos a primeira década no século 21, o nível de exploração de garimpagem no Seridó continua no século 19 porque os recursos dos convênios para aquisição de equipamentos, serviços de limpeza das frentes de lavra e de qualificação da pequena mineração na mesorregião do Seridó Paraibano nunca foram liberados. Há recursos, por exemplo, prometidos às cooperativas sob convênio no Ministério da Integração Nacional desde 2009 (R$ 716 mil), no Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep) do Governo do Estado (R$ 980 mil) e na Sudene (R$ 160 mil) que somados, não chegam a R$ 2 milhões, mas fariam grande diferença na extração e no preço final.

Do Jornal da Paraíba

Paraúba: rica em minérios, pobre em estratégias.


Sem agregar valor aos minérios, a Paraíba continua explorando uma das principais riquezas naturais de forma rudimentar e vendendo a matéria-prima sem qualquer beneficiamento. Um dos reflexos diretos da falta de geração de riqueza nos municípios da região do Seridó, onde há maior abundância de minério explorado, são os valores do PIB per capita. Cidades como Várzea (R$ 4.426), Junco do Seridó (R$ 3.326) e Pedra Lavrada (R$ 3.814) possuem PIB per capita ainda muito abaixo da média do Estado (R$ 6.866), que por sinal não é referência, por ser o quarto mais baixo entre 27 unidades de federação.

A exportação de minérios somou quase US$ 8 milhões no ano passado, alta de 52% em relação ao ano anterior (US$ 4,3 milhões) é outro exemplo prático do quanto o Estado perde divisas. Exportamos, anualmente, milhares de toneladas de ilmenita, granito, areias de zircônio, quartzo, quartzitos, bentonita e mica de forma bruta e sem beneficiamento local e possibilitar agregar valor na cadeia produtiva. Exemplos não faltam para ilustrar perdas, principalmente para a pequena mineração que continua fazendo extração de forma manual e não mecânica, o que eleva, inclusive, os riscos. No ano passado, cinco pessoas morreram na exploração do minério na região do Seridó.

Os valores irrisórios pagos pelos atravessadores aos garimpeiros mostram a dimensão de perdas. O metro quadrado do mosaico do quartzito que é vendido na pedra bruta a R$ 5 passaria para R$ 130 com a compra de uma trituradora, o que representa uma aumento exponencial de 2.500%. O equipamento custa R$ 150 mil, mas as pequenas cooperativas no Seridó não possuem capital para o investimento. A aquisição também de um simples moinho com capacidade de quatro toneladas elevaria em mais de 250% o faturamento dos trabalhadores na venda do feldspato, minério utilizado na indústria cerâmica. A tonelada que é vendida em forma bruta por R$ 40 poderia sair por R$ 140 com a compra do equipamento. A lógica de perda de dinheiro serve para os demais minérios abundantes na região do Seridó como caulim, quartzo, mica, tantalita/columbita, estanho, lítio, berílio, quartzito e as gemas. Na prática, na meso-região do Seridó, há mais garimpagem e pouca mineração por ausência equipamentos.

“O minério é uma vocação natural da Paraíba, mas ainda não foi transformada em potencial econômico na mesma proporção, simplesmente por falta de prioridade dos governos que não vestiram a camisa do setor. Há 68 anos exploramos minério no Estado, mas pouco construímos dentro do seu potencial. Acredito profundamente na saída pela pequena mineração para gerar trabalho, renda e riqueza nos municípios”, avalia o pesquisador e professor do curso de Engenharia de Minas da UFCG, Antônio Pedro Ferreira, que integra o projeto de Arranjo Produtivo Mineral (APL Mineral), no Seridó, que pode mudar a cara da pequena mineração do Estado.

Um dos avanços do setor nos últimos anos foi a formação de cinco cooperativas no Seridó e a legalização de algumas áreas. Porém, o desafio das entidades como Sebrae e a UFCG vai além da burocracia pela legalização das áreas exploradas, pois os mais de 300 trabalhadores cooperados continuam com os aparelhos manuais.

Apesar de encerrarmos a primeira década no século 21, o nível de exploração de garimpagem no Seridó continua no século 19 porque os recursos dos convênios para aquisição de equipamentos, serviços de limpeza das frentes de lavra e de qualificação da pequena mineração na mesorregião do Seridó Paraibano nunca foram liberados. Há recursos, por exemplo, prometidos às cooperativas sob convênio no Ministério da Integração Nacional desde 2009 (R$ 716 mil), no Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep) do Governo do Estado (R$ 980 mil) e na Sudene (R$ 160 mil) que somados, não chegam a R$ 2 milhões, mas fariam grande diferença na extração e no preço final.

Do Jornal da Paraíba

Dominguinhos tem princípio de infarto e passa por cirurgia


O músico Dominguinhos teve um princípio de infarto no último sábado (29) e precisou ser submetido a um cateterismo e a uma angioplastia. Os procedimentos foram realizados no Hospital Albert Eintein, em São Paulo, onde o artista encontra-se internado no momento.

Segundo sua ex-esposa, Guadalupe Mendonça, Dominguinhos passou mal no sábado à tarde e foi levado ao hospital, onde foi detectado o princípio de infarto e feita a cirurgia de forma emergencial.

Segundo Guadalupe, Dominguinhos já saiu da UTI. Em conversa ao telefone neste domingo (30), o músico pareceu estar bem, informou Guadalupe. “Pelo que ele me falou, em dois dias ele deve ter alta do hospital”.

Para ouvir algumas das obras de Dominguinhos, clique aqui.


JC Online

30 de jan de 2011

Programa a Sua Verdade - Entrevista com Vandeilton e Diogo


O Programa "A Sua Verdade", apresentando todos os domingos das 11h30 às 13h00, na Rádio Boa Esperança FM em Pedra Lavrada-PB recebeu o músico Vandeilton. O convidado falou sobre o seu passado em Pedra Lavrada com a Banda Miniatura e, logo depois, Desejo Musical. Matou saudades dos amigos e contou histórias pitorescas das viagens e o relacionamento com outros músicos.

Nessa mesma entrevista, também contamos com a presença de Diogo Kennedy. Que à época, também era um dos músicos da banda. Diogo também falou sobre sua escolha de parar de cantar e também da falta que sente desse mundo musical.

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Para ouvir a entrevista, clique abaixo.


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Concorrência chinesa se enfrenta com marcas, diz Alpargatas


Nem sobretaxa a importados, nem produção de calçados mais baratos. Na avaliação do presidente da Alpargatas, Márcio Utsch, para enfrentar a concorrência chinesa a indústria brasileira deve investir cada vez mais em suas marcas e na modernização de suas linhas de produção. “É quase impossível você competir com os chineses por custo.

Temos que competir pela marca, pelo posicionamento do produto, para que o consumidor perceba o diferencial”, afirma. (O G1 publica, desde o dia 10 de janeiro, uma série de reportagens sobre as perspectivas para a economia brasileira em 2011 em diversos setores. Já foram tratados os temas tributos, setor hoteleiro, microfranquias, aviação civil, etanol e construção civil). A China responde atualmente por cerca de 65% do calçado produzido no mundo.

Hoje, os chineses produzem 10 vezes mais que os brasileiros: cerca de 11 bilhões de pares contra 850 milhões. O Brasil é o terceiro maior produtor de calçados e o sexto maior exportador. Em 2010, a China exportou cerca de 8 bilhões de pares. O Brasil fechou 2010 com 143 milhões de pares exportados, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), O presidente da Alpargatas, companhia que detém as marcas Havaianas, Topper, Rainha, Mizuno, Dupé, Sete Léguas, Timberland e lojas Meggashop, afirma que o custo de produção chega a ser cinco vezes menor na China. Segundo Utsch, produção em grande escala, encargos menores, jornada de trabalho maior e moeda desvalorizada são os fatores que permitem a China vender calçados a preços muito mais baixos. “No calçadão de Frankfurt, tem sandália chinesa a 1 euro. A nossa é vendida a 25 euros. Mas isso não nos preocupa porque temos marca.

Não vendemos chinelo, vendemos Havaianas”, afirma o executivo. Desde março de 2010, o Brasil mantém uma sobretaxa de US$ 13,85 por par de sapato importado da China. Os fornecedores chineses são acusados de praticar dumping (vender produtos a um preço inferior ao praticado no mercado internacional). A sobretaxa vigorará por cinco anos e é adicional à tarifa de importação, que chega a 35% para artigos esportivos. A Alpargatas, porém, se diz contrária à tarifa antidumping. “Isso é um absurdo, é uma trava totalmente desnecessária. Aqui não é Coreia do Norte, temos o direito de comprar as coisas pelo preço que elas valem e não por um preço fictício, sobretaxado”, afirma Utsch, que considera a medida uma proteção artificial e inflacionária.

A sobretaxa é uma bandeira da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que luta agora para estender o direito antidumping contra produtos provenientes do Vietnã, Malásia, Hong Kong e Indonésia, bem como para a importação de partes de calçados da China para montagem no Brasil. Segundo a entidade, os chineses têm usado a prática de triangulação das importações para mandar calçados para cá sem pagar sobretaxa. “Não é protecionismo. Defendemos os interesses da indústria nacional frente a uma concorrência predatória”, afirma Heitor Klein, diretor executivo da entidade. Segundo ele, a medida também tem por objetivo evitar a transferência de produção para países onde o custo de produção é menor e pressionar as grandes marcas multinacionais que importam calçados chineses a trocar os produtos asiáticos por versões fabricadas em empresas instaladas aqui.

As multinacionais, sobretudo as fabricantes de tênis, argumentam que a ação é equivocada porque coloca em um mesmo patamar tanto calçados mais simples como produtos mais sofisticados, como os chamados tênis de alta performance, cuja produção é concentrada lá fora. “Se tivermos livre competição aqui, a gente vai abrir espaço para o nosso produto lá fora também. Estou sendo prejudicado e o governo está perdendo impostos”, diz Utsch. A Alpargatas não revela, porém, o número de calçados importados. Em vez da sobretaxa, o presidente da Alpargatas defende uma política industrial para o setor de calçados, com linhas de financiamento especiais para a modernização das instalações dos pequenos e médios fabricantes. Polêmica à parte, os números da Abicalçados mostram um recuo na importação de calçados em 2010 e um crescimento do consumo interno.

O consumo per capita de calçados no Brasil subiu 5,3% em 2010, para uma média de 3,9 pares por pessoa. A produção da indústria calçadista cresceu 5,5%, atingindo 858 milhões de pares. As importações registraram uma queda de 5,5% (29 milhões de pares) e as exportações um aumento de 12,9% (143 milhões de pares). Internacionalização da Alpargatas Líder no mercado de sandálias e maior empresa brasileira em faturamento de calçados e acessórios esportivos, a Alpargatas tem obtido boa entrada no mercado internacional. Segundo Utsch, 30% do total da receita da companhia em 2010 foi gerada por moedas diferentes do real: dólar, euro e peso argentino. “Em 2005, esse percentual era inferior a 3%”, afirma o executivo Para 2014, o plano é levar essa participação para índices próximos a 40%. As marcas da Alpargatas estão presentes em 70 países em mais de 200 mil pontos de venda.

A companhia tem operação própria nos EUA, Espanha, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Argentina e Uruguai. São 190 lojas próprias, 106 franqueadas e cerca de 200 mil pontos de venda no mundo. A companhia tem 18 mil empregados, dos quais 5,4 mil no exterior. “Somos uma empresa de marcas e a nossa estratégia é cada vez mais internacionalizar a Alpargatas”, diz Utsch. Segundo ele, 13% de toda a receita da companhia é investida em marketing. A transformação das modestas sandálias Havaianas em artigo de moda no mundo mostra o quanto o investimento em marca pode gerar. Atualmente, as Havaianas representam 54% das receitas da Alpargatas, que obteve uma receita bruta de R$ 1,9 bilhão até o 3º trimestre de 2010. Os números de 2010 ainda não foram divulgados.

A meta da companhia é alcançar em 2014 uma receia bruta de R$ 5,5 bilhões. “Hoje são 70 modelos diferentes de Havaianas, fora as cores. “Se você quiser ter uma de cada cor e tamanho, você vai ter que comprar 6.100 havaianas”, diz Utsch. A estratégia da marca é oferecer modelos diferentes para cada tipo de ponto de venda. Em 2010, segundo a Alpargatas, dos 350 milhões de pares de sandálias vendidos no país, 220 milhões foram pares de Havaianas. Considerando que o total de calçados vendidos no Brasil no ano passado somou 744 milhões de pares, segundo os dados da Abicalçados, as Havaianas respondem por cerca de 30% do total de calçados comprados no Brasil. Tênis Havaianas A Alpargatas não quer mais que as Havaianas sejam sinônimo só de chinelo. A estratégia agora é expandir a linha de produtos com a marca, incluindo bolsas, toalhas e, principalmente, tênis. Lançado no último inverno na Europa e disponível até então somente em algumas das lojas no Brasil, a linha de calçados fechados, batizada de "Soul Collection", é a grande aposta das Havaianas para o ano. O produto surgiu de um viés sazonal, para enfrentar a queda nas vendas de chinelos no Hemisfério Norte durante o inverno. “É um achado. Agora a gente vai ficar presente o ano inteiro nas vitrines internacionais”, diz Utsch.

O produto é um híbrido. O calçado mantém na sola e na palmilha a mesma borracha dos chinelos. O desenho da tira da sandália também está presente no acabamento. Por enquanto, são quatro modelos em várias cores. Além dos modelos de cano baixo e alto, há uma sapatilha com cobertura de lona. “Não é um tênis, é um produto diferente. A gente preserva a alma da marca, é como se fosse uma sandália”, explica Utsch. Segundo o executivo, o produto ficará numa faixa intermediária de preço, com preço médio entre R$ 70 e R$ 80. A empresa diz que uma estratégia de distribuição já está sendo colocada em prática para multiplicar os pontos de venda do novo produto e pretende aumentar os investimentos em publicidade. A Alpargatas não revela, porém, o volume de vendas em 2010 nem a previsão para 2011. "A concorrência está louca pra saber", desconversa Utsch. A empresa revela apenas que o plano é fazer com que a linha de novos produtos Havaianas cheguem a 15% do volume de negócios da marca até 2014. G1

Sete pessoas são baleadas durante tiroteio na Capital; duas morrem no trauma


A ocorrência de homicídios por envolvimento com o tráfico de drogas não pára em João Pessoa e na noite de sábado, 29, sete pessoas foram baleadas, sendo que duas morreram e as demais foram socorridas para o hopsital de Emergência e Trauma. As vítimas fatais foram Leonaldo Alves Cardoso, 19 anos e Willames Silva de Barros, de idade não revelada.

De acordo com a polícia, o fato aconteceu por volta das 21h na comunidade Taipa, no bairro do Costa e Silva, quando Leonardo se dirigiu aquela comunidade com o objetivo de comercializar droga. Numa das ruas da comunidade se deparou com um grupo rival que passou a atirar contra ele.

Apesar de ferido, o traficante conseguiu chegar até o bairro do Grotão onde contou o que havia ocorrido a seus amigos. Enquanto ele era socorrido para o Trauma, onde faleceu, os colegas de “Léo”, como também era conhecido, armados foram ao Taipa.

Um grupo de jovens jogava dominó quando foi surpreendido pelos bandidos do Grotão e foram logo atirando. Os disparos atingiram cinco rapazes que foram levados para o Trauma, onde Willames Barros morreu.

O delegado Marcos Vasconcelos, que se encontrava de plantão na Delegacia de Homicídios, esteve no local acompanhado da perícia onde tomou conhecimento de “Léo”, apesar de residir no bairro Funcionários II invadiu a área de inimigos para traficar droga. Marcos Vasconcelos vai ouvir todos os que estão no Trauma.

do wscom

Paraibano faz gol-relâmpago e Fogão vence por 3 a 1


5.812 botafoguenses que trocaram a praia pelo Engenhão na tarde de calor escaldante no Rio de Janeiro podem até ter sofrido com o sol forte, mas voltaram para casa felizes. Com direito a gol-relâmpago do paraibano, Renato Cajá aos 13 segundos, cavadinha e dois gols de Loco Abreu, o Botafogo venceu o Olaria por 3 a 1 neste sábado e manteve 100% de aproveitamento em quatro rodadas na Taça Guanabara.
O resultado deixou o Glorioso com 12 pontos, na primeira colocação do Grupo B e 11 gols de saldo (quatro a mais que o Fluminense, que tem nove e encara a Cabofriense neste domingo).

O único alvinegro que deixou o gramado tendo do que reclamar foi o volante Somália, vaiado a cada toque na bola. Por outro lado, Alessandro entrou bem e foi ovacionado. Na próxima quarta-feira, o Botafogo encara o Bangu, às 19h30m (de Brasília), em Volta Redonda. O Olaria, com seis pontos, quarto colocado na chave, recebe o Macaé, também quarta-feira, às 17h, na Rua Bariri.

O calor infernal fez com que os torcedores buscassem a sombra, garantiu a venda de água dos ambulantes, tornou o ritmo do primeiro tempo mais lento, mas não afetou em nada a disposição de Renato Cajá. Tanto que o camisa 10 do Botafogo precisou de apenas 13 segundos para brilhar. Logo após o apito inicial, Somália dividiu a bola com um adversário na entrada da área. Cajá vinha em velocidade, recolheu a pelota e acertou o canto direito de Renan: 1 a 0 Botafogo.

Ignorar o calor e apostar na correria parecia ser a estratégia adotada pelo time de Joel Santana. Abusando das viradas de jogo e das subidas de Lucas e Somália, o Botafogo ditava o ritmo. Faltava, no entanto, criatividade, e os cruzamentos para área não surtiam efeito. Com prazo de validade por causa da temperatura, a correria não durou muito, a partida passou a ser mais cadenciada, com o Olaria saindo para jogar.

Abusados, os meias Felipe e Renan Silva davam trabalho para a defesa do Glorioso, e o time da rua Bariri tomou conta das ações após o tempo técnico. Nada, porém, que levasse muito perigo ao gol de Jefferson. Principalmente pela boa atuação de Antônio Carlos.

Sem muita ousadia, o Botafogo dependia de lampejos de Renato Cajá para chegar ao ataque. E esses foram raros até o fim do primeiro tempo. Resultado: vitória magra e algumas vaias.

Do G1