1 de jun de 2012

Ricardo diz que Agra merece 3 palmadas na bunda como menino ruim para aprender a se comportar

O governador Ricardo Coutinho disse ontem, no Hotel Ouro Branco –lotado de cabo a rabo -, que o prefeito Luciano Agra está agindo como menino ruim e por isso merecia três palmadas na bunda para aprender a se comportar.


Ele explicou que Agra desistiu da candidatura porque, enquanto a gestão era aprovada pelo povo, o candidato não saía dos 20 por cento.- Havia um hiato na aprovação da gestão, que era grande, e a preferência pelo candidato, que não empolgava. Por isso, no dia 14 de janeiro, num gesto inteligente, o prefeito desistiu. A gente não manda na vontade do povo. Durante 10 meses, algumas pessoas, acompanharam oito pesquisas quantitativas e duas qualitativas. Em todas, a gestão, que é nossa, e foi encabeçada por mim, havia um hiato entre a avaliação da gestão e o candidato. Sempre tivemos uma aceitação da gestão superior a 70%, exceto em 2005 quando assumi e em 2009, quando saí e houve uma certa solução de continuidade nos serviços e houve uma queda. Deixamos 107 obras em execução no município. Mas, nosso candidato natural não passava de 20%. A população não se sentia seduzida pelo candidato. Essa não foi a minha conclusão, mas a de Agra. E ele preferiu cuidar da gestão para dar continuidade ao projeto. Dois dias depois, alguns setores que não eram do partido, junto com outros, tentaram construir um processo por fora do PSB. Esse processo até hoje não parou e é claro para tentar desestabilizar a indicação do partido. Desde essa oportunidade, vimos sem responder a ocasiões de altos e baixos. Um dia se abraça e no outro faz-se algo contrário. Não se faz política desta forma. Não posso ficar indo e vindo porque senão eu perco credibilidade e quem perde credibilidade não consegue comandar. Escolhemos uma candidata que não titubeia e olha nos olhos, e ao mesmo tempo é uma das maiores conhecedoras de políticas públicas da Paraíba. A direção nacional está com Estelizabel Bezerra. A estadual e a municipal também.




Em outro momento de seu discurso, Ricardo disse não ter dúvidas de que a população preferiria Estelizabel a José Maranhão ou Cícero Lucena, apontando que os dois candidatos de oposição "não têm gordura para queimar" porque atingiram, com cerca de 20%, o teto máximo de intenções de voto:
- É sempre assim. Quem sai na frente, tem que ter gordura para queimar. Nossa militância não se sentia motivada e não saía de casa, não se sensibilizava com o nosso candidato. É preciso ter a multidão. Faltava a "liga", energia, quem falasse para a alma. Tem gente que é candidato há 40 anos e não adianta: o povo não quer. Só vai para baixo. Tem outros que são como o companheiro prefeito, que não passa de 20% mesmo administrando o município. Quase sempre, um candidato à reeleição tem que ter 40% e acima. Porque vai perder gordura. É sempre assim. Não podemos começar a campanha com 20% porque é suicídio. Estelizabel está crescendo como quem pega um prato de papa quente. Vai comendo pelas beiradas. Não há como olhar para Maranhão e Cícero Lucena e não se seduzir por Estelizabel.
Mais contundente que isso foi quando o governador insinuou que Agra, por sua desistência e, depois, insistência, mereceria "umas palmadas":


- Não se deve permitir que secretário ou secretária mande num governo porque se for assim, não precisa de governante. Não vale baixaria nem disputa pequena. Peço a unidade. Quem quiser que seja candidato. Não se pode melar o jogo depois do resultado do congresso. Eduardo Campos me disse que conduzisse o processo. Depois do dia 10, ninguém mais deve ficar com estória de volta ou fica. Vamos poder levar a campanha adiante. Política não é brincadeira. Não se pode brincar com coisa tão séria e ficar permanentemente desestabilizando o processo. Em 2008 eu não fui buscar o vice em 2008 função de tempo de rádio e tv, da condição financeira ou de densidade eleitoral. Eu precisava de alguém que tocasse o projeto sem aceno pessoal. Esse vice era simplesmente do grupo e que claramente sabia disso. Agora, presenciamos as quatro pessoas que estiveram com mais poder usando esse poder contra o partido e contra quem lhe deu o poder. Não é justo. Esse é não é um bom comportamento, mas um comportamento que se fosse um tempo atrás, antes da lei que punem, era para pegar e dar três palmadas na bunda e dizer: meu amigo, acorde, pelo amor de Deus!


Além dos representantes do PSB, a plenária reuniu o ex-senador Ney Suassuna, representantes do PV (Sargento Dênis), do PC do B (Cristiano Zenaide), PT (Wallene Cavalcante) e PRP (Maria da Luz e Flávio Menezes).


Tião LUcena

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