28 de nov de 2012

Virou moda: Estudante paulista que reside na Bahia leiloa virgindade; Veja o vídeo.

Vereador oferece R$ 35 mil para jovem que leiloou virgindade.


Um vereador de Feira de Santana, nome não revelado, ofereceu para Rebeca Bernardo Ribeiro, 18 anos de idade, residente no município de Sapeaçu, a quantia de R$ 35 mil pela sua virgindade. A notícia foi divulgada no inicio da tarde desta sexta-feira (23), durante o programa Brasil Urgente do apresentador Uziel Bueno, na rede Bandeirantes.

A garota afirmou para o apresentador Uziel Bueno que colocou a sua virgindade no leilão, para poder arrecadar uma quantia de dinheiro para poder fazer uma cirurgia na mãe, já que mesma sofre por uma doença (não especificada).

Quando Uziel conversava ao vivo com a garota perguntou quais das propostas mais chama a sua atenção. Foi quando ela contou que recebeu uma proposta de R$ 35 mil de um vereador de Feira de Santana.

LEILÃO

A estudante Rebeca Bernardo Ribeiro, de 18 anos, que ganhou fama depois de lançar na internet um vídeo colocando sua virgindade em leilão, recusou nesta quinta (22) uma proposta de R$ 7 mil para bater o martelo. Segundo ela, um empresário do ramo de informática, da cidade de Amargosa, foi até Sapeaçu, a 156 quilômetros de Salvador, para oferecer o dinheiro pessoalmente.

“Por esse valor, nem pensar. Ele disse que transferia na hora, mas já me ofereceram R$ 60 mil”, disse Rebeca. Durante o dia, ela concedeu entrevistas para rádios da região e avaliou outra proposta. “Fui convidada para fazer uma propaganda de fralda”, contou, sem especificar a marca do produto nem a relação existente entre fraldas e o leilão de sua virgindade.

De acordo com a jovem, a decisão de colocar sua primeira vez à venda foi motivada pela falta de dinheiro. Ela vive sozinha com a mãe, que já foi duas vezes vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC), a mas recente há cerca de dois meses. “Preciso pagar os remédios e a fisioterapia dela”, explica a estudante.

ENTENDA O CASO


"Oi, meu nome é Rebeca e estou aqui para leiloar minha virgindade (...) Não tenho fantasias. Quem der mais, leva... tipo assim, né. Mas é isso, galera".

As frases são o começo e o final de um vídeo de menos de um minuto publicado há uma semana no YouTube por Rebeca Bernardo Ribeiro, 18, paulista que mora em Sapeaçu, a 155 km de Salvador.
Ela admitiu à Folha ter se inspirado no recente caso da catarinense Ingrid Migliorini, 20, que levantou R$ 1,5 milhão em um leilão do tipo, promovido para um documentário australiano.

VEJA O VÍDEO


Se Ingrid disse que pretendia usar o dinheiro para financiar casas populares, Rebeca diz buscar ajuda para a mãe Divinalva, 59, que passou por um segundo AVC (acidente vascular cerebral) há dois meses "e precisa de auxílio para andar e até comer".

O pai morreu há três anos e a irmã mais velha, há um, relata. A única renda da casa com 13 galinhas e um coelho no quintal é uma pensão de um salário mínimo (R$ 622).

Por causa das gozações na cidade, com 16,5 mil habitantes, ela deixou de frequentar as aulas do ensino médio e chegou a anunciar desistência. "Houve uma repercussão muito negativa, mas eu decidi levar em frente".

Ela apresenta o amigo Matheus Souza, 18, cantor de uma dupla sertaneja em que Rebeca era backing vocal, como seu "assessor" na empreitada. É quem atende às ligações no celular, organiza entrevistas e faz a intermediação com os interessados.

"Já tivemos um lance de R$ 60 mil, de um empresário do sul do Estado", diz ele. Os lances são recebidos por e-mail e telefone, com a meta de chegar aos R$ 100 mil.

O episódio chamou a atenção da promotora Sônia Suga, da comarca local. "A posição do rapaz é criminosa. Age como se fosse um rufião, um cafetão no popular", afirma ela, apontando crimes do Código Penal.

A promotora diz que precisaria da consumação do fato para tomar alguma medida. "A menina não tem muito juízo. Ela não percebeu que virou um ponto de referência local, que pode ficar para o resto da vida."
Questionado pela reportagem, Matheus mudou de versão. "O povo que me apelidou de assessor. Eu estava só tentando ajudar como amigo."

Mas a garota diz que "ainda está analisando a situação". Dependeria de conseguir dinheiro de outra forma, a exemplo de uma doação. 

Folha

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