18 de fev de 2013

Primeiro caso de cochonilha do carmim do Curimataú e Seridó paraibano foi registrado na cidade de Pedra Lavrada


Como se não bastasse a grande seca que o nordestino tem enfrentado, agora os criadores do seridó paraibano estão lutando contra uma praga que começa ameaçar as plantações de palmas da região; a cochonilha do carmim.

A cochonilha do Carmim, Dactylopius opuntiae, é um inseto que se alimenta da seiva das plantas e além de sugar a planta, a cochonilha também pode introduzir vírus ou toxinas que deixam à planta amarela e murcha podendo destruir a palma forrageira dentro de poucos meses se não for combatida rapidamente.

Segundo o chefe local da Emater de Pedra Lavrada, Anaelson Costa de Oliveira, os primeiros casos foram registrados na comunidade flexas e na saída para a saída para Cubatí, zona rural do município.

“A gente identificou uns focos da cochonilha do carmim e passamos acreditar que essa infestação se deve a inserção de palmas de outros municípios, como as nossas plantações são poucas os criadores acabam sendo obrigados a comprar fora e com isso trazem a cochonilha”, revelou.

Ainda de acordo com Anaelson, a praga pode ser transmitida através da própria roupa podendo acabar com a plantação dentro de oito dias e para acabar com a praga ainda não existe alternativa a não ser a incineração.

Com a escassez da palma no curimataú e seridó paraibano, o caminhão de palmas já custa R$ 600 e não é muito fácil achar quem tenha para vender devido a grande procura. Para evitar um colapso na agropecuária regional o governo do estado lançou na última sexta-feira (15), em Campina Grande, o programa “Palma Resistente” que vai distribuir 200 mil raquetes de palmas resistentes a cochonilha do carmim.

Na entrevista cedida ao repórter Flávio Fernandes da 89 FM, o chefe da Emater de Pedra Lavrada ainda falou da aplicação desta nova cultura na região.

“Estamos conseguindo para Pedra Lavrada, através de um produtor, 500 raquetes para cada um dos vinte produtores selecionados para receber essa palma resistente, na primeira colheita cada um vai distribuir para os vizinhos e assim iremos desenvolver essa palma na nossa região”, finalizou.


Flávio Fernandes
Cuite PBonline

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