31 de jul de 2013

Governo desiste de 2 anos no SUS para alunos de medicina


São Paulo – O governo federal confirmou na tarde desta quarta-feira que deixará de lado a ideia de obrigar alunos de medicina a passar dois anos extras da graduação atuando no Sistema Único de Saúde. A desistência foi confirmada hoje pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Em compensação, a residência médica, que hoje não é obrigatória, incluirá dois anos no SUS e pode passar a ser mandatória a partir de 2018.


A decisão anunciada hoje  acaba com uma das principais reclamações de alunos e associações de profissionais sobre o programa Mais Médicos: a graduação de medicina passaria a ser de oito anos, a partir de 2015, caso o texto fosse aprovado no Congresso.

A ideia agora, segundo Mercadante, é que o profissional atue na rede pública nos dois anos da residência médica, tempo mínimo previsto para uma especialização do tipo. A medida valeria para quem ingressasse a partir de 2017.

No primeiro ano, o profissional faria atendimento na atenção básica - o que contempla uma das demandas do governo, para formar profissionais mais "humanizados" - e apenas no segundo ano seguiria para a área de especialização, tudo exclusivamente na rede pública.

"A residência assegurará essa vivência na urgência e emergência. Para todas as especialidades, os estudantes de residência terão ampla vivência do SUS", defendeu Mercadante.

O ministro reconheceu, porém, que a rede pública precisará aumentar a oferta de vagas para residência médica, universalizando o acesso. "Esse é o maior desafio", disse.

Além disso, a residência pode se tornar obrigatória no país até 2018. A medida está prevista na ata de uma reunião de especialistas e diretores de faculdades de medicina que serviu de baliza para o MEC.

Nos últimos dois dias, médicos têm feito manifestações e paralisações em todo o país contra o programa Mais Médicos. Permanece, porém, o item mais polêmico para a categoria: a vinda de médicos estrangeiros para atuar no interior do país sem revalidação do diploma.

Como a Medida Provisória do programa já está no Congresso, o governo deve negociar com parlamentares aliados durante a tramitação do texto.



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