30 de dez de 2015

Tradutor do Russo: O lavradense Paulo Bezerra é destaque em reportagem da Folha de São Paulo de hoje

O lavradense Paulo Bezerra em seu apartamento no Rio de Janeiro
Ex-operário, tradutor conclui trabalho com os 'cinco elefantes' de Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski (1821­1881) estava morto havia 80 anos quando Paulo Bezerra, paraibano de Pedra Lavrada, o encontrou pela primeira vez.

Na época, o nordestino radicado em São Paulo, então um militante de 21 anos do PCB (Partido Comunista Brasileiro), só tinha lido um livro na vida, "A Lã e a Neve", do português Ferreira de Castro. Por sugestão de uma amiga do Partidão,
resolveu, em 1961, encarar "Crime e Castigo" na tradução das edições francesa e espanhola feita por Rosário Fusco e publicada pela José Olympio.

"Entendi muito pouco, mas fiquei fascinado com a história de Raskólnikov e o clima do romance", lembra.

Cinco anos depois, Bezerra imaginou, pela primeira vez, verter "Crime e Castigo" para o português direto do russo. Era um aluno de tradução da Universidade Estatal de Moscou, quando encontrou a mesma edição da José Olympio numa biblioteca. Aproveitou para cotejar com o original russo a
versão de Rosário Fusco.

"Foi impressionante: era como se autores diferentes contassem a mesma história, cada um a seu modo", diz.

Trinta e cinco anos depois do vislumbre foi lançada pela editora 34 a tradução de Bezerra para o clássico de 1866 –a primeira versão direta do russo publicada no Brasil.

Ali começou a saga de verter diretamente da língua original os "cinco elefantes de Dostoiévski", apelido dado aos romances da maturidade do escritor no documentário "Die Frau mit den 5 Elefanten" (a mulher com os 5 elefantes), sobre a história de Svetlana Geier, que, como Bezerra, traduziu do
original os cinco grandes romances, só que para o alemão.

Além de "Crime e Castigo", integram a lista "O Idiota" (1869), "Os Demônios" (1872), "O adolescente" (1875) e "Os Irmãos Karamázov" (1881).

A saga de Bezerra chegou ao fim neste ano, uma década e meia depois, com o lançamento da tradução de "O Adolescente" para a editora 34.

"Meu pai era ferreiro; minha mãe, costureira –logo, não podiam custear meus estudos", lembra o tradutor de 75 anos que, aos 10, garimpava minério no Seridó da Paraíba. Também trabalhou em farmácias e no comércio, tentou – sem sucesso– se alistar na Marinha e ajudou um tio na construção de açudes.

Deixou o nordeste aos 18 em direção a Atibaia (SP). Após dois meses trabalhando numa granja, rumou para a capital e, depois, Guarulhos (SP), onde morou com o irmão, soldador e mecânico de uma fábrica e militante sindical.

No começo 1960, seguiu os passos do mais velho. Virou operário. Foi quando começou a se envolver com o movimento sindical e, por fim, se filiou ao PCB.

Pela filiação, acabava demitido de todas as fábricas. Chegou a ser preso em 1962, durante uma greve. Foi liberado horas depois, mas não conseguia mais emprego.

No ano seguinte, aceitou o convite do PCB de fazer um curso de formação política em Moscou. Deixou o Brasil com um manual de russo, onde aprendeu o alfabeto cirílico e nada mais. "Eu só falava o português, minha formação regular era o curso primário e o curso de desenho mecânico."

OITO ANOS 

Veio o golpe militar de 1964. Bezerra, comunista fichado pela polícia, não tinha como retornar. A estada, que deveria durar seis meses, se estendeu por oito anos. Nesse período, ele ingressou na universidade e trabalhou na Rádio Paz e Progresso, dedicada a questões políticas. Também conheceu Ênio Silveira, fundador da editora Civilização Brasileira.

"A ditadura assustava qualquer um, sobretudo quem trabalhava com jornalismo na União Soviética e estava bem informado do que acontecia por aqui", conta. Por orientação do PCB, retornou ao Brasil pelo Uruguai. "O clima era sinistro, sentia-se o perigo no ar." Como fora preso em São Paulo, decidiu se fixar no Rio. Era uma forma de precaução.

De volta ao país natal, Bezerra fez letras na Universidade Gama Filho e se tornou mestre e doutor pela PUC Rio e livredocente em literatura russa pela USP. Também reencontrou Silveira. Dessa primeira visita ao Brasil, em 1971, saiu com "Fundamentos Lógicos da Ciência", de Pavel Kopnin, para traduzir. "Foi meu primeiro contrato de tradução", diz. Hoje, tem no currículo 33 obras traduzidas ao português, o que o torna um dos grandes tradutores de russo do Brasil, país até o século 20 acostumado a tradução de traduções do espanhol, do francês e do inglês.

Para Bezerra, "parafraseando Platão, o tradutor de texto indireto é um imitador de terceira categoria". Ele diz que o texto perde as peculiaridades das falas das personagens dostoievskianas, tornando-as
claras e elegantes. Algo oposto a Dostoiévski, que "é rude, áspero, deselegante quando a forma o
requer; logo, estilizá-lo e torná-lo palatável às chamadas regras do bem escrever significa trair uma peculiaridade essencial de seu estilo".

Aspereza que toma tempo: Bezerra leva, em média, dois anos e meio para traduzir e revisar cada obra.

TRADUTOR COMENTA TRADUÇÃO DOS CINCO ROMANCES

"Crime e Castigo"
Publicação 2001

Sinopse Dostoiévski narra a história do estudante miserável que assassina uma idosa e não consegue se livrar do peso do remorso. Nota do tradutor "O principal é encontrar a linguagem específica de
Raskólnikov, manter o padrão de aproximação e distanciamento ao longo do romance."

O Idiota
Publicação 2002

Sinopse O príncipe Míchkin é um indivíduo virtuoso que, inadaptado, passa por "idiota" numa sociedade corrompida.
Nota do tradutor 
"A grande dificuldade foi traduzir o prenúncio da
epilepsia de Dostoiévski, em que os pensamentos eram desestruturados."

"O Adolescente"
Publicação 2015

Sinopse Romance de formação, com um jovem de 20 anos que busca ser
aceito na sociedade russa no começo do capitalismo.

Nota do tradutor 
"Dos cinco livros, este foi o mais leve de traduzir, pois se
trata de um romance praticamente sem a tragédia dos demais."

"Os Demônios"
Publicação 2003

Sinopse O autor cria uma ficção a partir de um episódio verídico: o
assassinato de um estudante por um grupo niilista.

Nota do tradutor "Este romance tem uma dinâmica de crônica, diferente da
das demais. O narrador está dentro da narrativa não
participa, mas vê."

"Os Irmãos Karamázov"
Publicação 2008

Sinopse O último livro de Dostoiévski trata da conturbada relação entre
Fiódor Karamázov e seus três filhos.

Nota do tradutor "Foi um dos mais difíceis de traduzir. A mulher do
capitão Sneguirióv tem problema de cabeça e sua linguagem é embaralhada,
descontínua."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/12/1724221-ex-operario-tradutor-conclui-trabalho-com-os-cinco-elefantes-de-dostoievski.shtml 

29 de dez de 2015

SALÁRIO: Dilma reajusta mínimo acima da inflação: R$ 880,00


Apesar da crise econômica, a presidente Dilma Rousseff manteve a política de reajustes reais do salário mínimo e fixou em 11,1% o aumento do piso salarial no País.

A partir de sexta-feira, 1º de janeiro de 2016, o salário mínimo no Brasil passará dos atuais R$ 788 para R$ 880,00. O decreto será publicado na edição desta quarta-feira 30 do Diário Oficial da União.

O valor também é superior às previsões iniciais do Palácio do Planalto, que trabalhou com uma estimativa inicial de R$ 865,50 quando enviou a proposta de Orçamento de 2016 ao Congresso Nacional.

Quando o Congresso aprovou, no último dia 17, a previsão era de R$ 870,99. Mais de 40 milhões de trabalhadores recebem o piso nacional, por isso o salário mínimo tem forte impacto na economia.


PEDRA LAVRADA: CONSELHO TUTELAR TERÁ NOVAS INSTALAÇÕES EM 2016.



Pedra Lavrada: O Conselho Tutelar do município de Pedra Lavrada ganhará novas instalações em 2016. A novidade foi divulgada pelo Prefeito Roberto, durante o programa institucional da Prefeitura Municipal de Pedra Lavrada, na Rádio Boa Esperança FM.

Os novos membros do Conselho Tutelar, eleitos esse ano, devem durante o ano de 2016, se mudar para o antigo prédio da central de telefonia do município a TELPA (foto). O prédio ainda vai passar por reformas para que possa se adequar a assistência oferecida pelo órgão que é essencial na defesa dos direitos das crianças e adolescentes lavradenses.

Além da mudança para o novo prédio, o Prefeito, anunciou que o município foi contemplado com um veiculo para ajudar o Conselho Tutelar na execução do seu árduo trabalho.


Por Anderson Eliziário
Foto: Anderson Eliziário

Prefeito Roberto explica contas da sua gestão e manda recado para o ex-prefeito Tinan?

Roberto - Tinan
Pedra Lavrada: O Prefeito de Pedra Lavrada, Roberto José Vasconcelos Cordeiro, usou o Programa da Prefeitura Municipal de Pedra Lavrada, na Rádio Boa Esperança FM, para fazer o balanço da sua gestão no ano de 2015. O Prefeito destacou o difícil ano que teve que enfrentar e das conquistas que, mesmo com a crise, conseguiu junto com sua equipe para o município lavradense.


Em um dos trechos da entrevista, o Prefeito Roberto, explica os repasses que são destinados ao município e como o município não conseguiu pagar alguns servidores em dia. Ao que parece, o Ex-prefeito do município, Professor Tinan, principal adversário político do atual Prefeito, começou a usar seu perfil no Facebook, para divulgar os repasses que são destinados à Prefeitura, entretanto, o Ex-prefeito se limita a divulgar para os seus seguidores apenas o que é destinado à Prefeitura deixando de lado os débitos que a mesma tem.

O Prefeito Roberto, tocou nessa tecla e, sem citar nomes, questionou a divulgação de dados incompletos a respeito dos repasses. “Muitas vezes, ficam jogando ai nas redes sociais, que a Prefeitura recebeu mais de um milhão como si, realmente, isso fosse meu e fosse livre, e não tivesse contas para pagar. É muito simples a pessoa chegar e dizer. E ,outra coisa, jogam com maldade, dizendo que si recebeu mais de um milhão, mas, não diz quê: lá mesmo onde ele tem o relatório, está dizendo que foi deduzido R$280 mil, lá diz tudinho que é: INSS, PASEP... está tudo deduzido lá. E a pessoa não diz” declarou o Roberto.

Ao final do programa, o Prefeito fez seus votos para 2016, desejando saúde para todos e para ele também. Como todos sabem, Roberto, além de está enfrentando um período difícil, administrativamente falando, também enfrenta problemas de saúde. O que pode pesar bastante em sua decisão para uma eventual disputa para a reeleição do seu cargo.

‪‎Lá vem Anderson‬

As plataformas de informação são incríveis, o Facebook então. O problema do Facebook, e que ainda temos muitas pessoas que ODEIAM os hipertextos, aqueles enormes que, provavelmente, você conhece alguém que não tem paciência para ler, existe até campanha contra eles (rsrs trágico). Pois, bem! Estamos falando de primeira informação, o que parece ser moda entre alguns usuários da rede. Alguns têm preguiça de ler uma informação por completo ou se limitam a uma única fonte de informação. E, isso meus queridos leitores, também é um dos motivos para essa verdadeira bagunça que está tomando conta do nosso país. – A boa notícia é que já está quase acabando \o/.

O ex-prefeito Tinan, faz um importante serviço nos informando quanto foi destinado ao nosso município. Afinal, muitas pessoas ainda não sabem como conferir esses dados. Porém, ele peca quando não traz mais informação sobre os repasses, o que pode gerar a famosa: “Primeira informação”, aquela que tratei no inicio do artigo. Por sermos pessoas publicas, nossas postagens precisam ser bem administradas, afinal, informação é poder, e quem produz informação o que é? (rsrs)

Não acredito que alguém possa pensar que o ex-prefeito Tinan, queira quê as pessoas falem: “Dinheiro tem, não paga por que não quer”. Afinal, sei o quanto o ex-prefeito Tinan é uma pessoa inteligente, e não tentaria uma “coisa” dessas sabendo que teve dificuldades para pagar os funcionários nos quatro últimos meses da sua gestão. Isso seria como dar um tiro no próprio pé, e sei que o ex-prefeito não seria capaz disso.

Veja bem! Tinan sabe que si tem uma coisa que as pessoas não perdoam ou não conseguem esquecer é o atraso dos pagamentos que aconteceu em seu mandato. Em conversar com aliados dele, alguém já disse: “Anderson, o que mais atrapalha Tinan ,hoje, são aqueles salários atrasados”. Será que em sã consciência, Tinan atrasou os salários por que quis? Claro, que não (assim acredito). Ele não pagou porque não teve condições, certo Professor?

Anderson, não consegui entender por que Tinan, estaria dando um tiro no pé? – Simples! Si a Prefeitura tem dinheiro e Roberto, não paga por que não quer, o mesmo aconteceu com Tinan? ou seja , em sua gestão a Prefeitura recebia repasses e ele não pagava porque não queria? É difícil acreditar nisso, e sei que isso não aconteceu, certo Professor?
É como já falei com alguns amigos: “Atrasos de salários não é uma arma exclusiva da oposição. Ela precisa ter muito cuidado ao tocar nessa ferida, ao que parece, ela ainda não cicatrizou”.

‪ Já ia esquecendo!

- Anderson, já nem sei se pertenço a esse grupo. Hoje, não me vejo mais fazendo parte dessa equipe. Por enquanto, estou só calado aguardado o que está por vir.

Por Anderson Eliziário

11 de dez de 2015

Prefeita de Monteiro anuncia 14º salário para servidores da educação

A prefeita de Monteiro, Edna Henrique, reuniu na noite desta quarta-feira (9), professores, supervisores, diretores, orientadores, porteiros, motoristas, vigilantes, merendeiras, auxiliares de serviços e demais servidores da Secretaria Municipal de Educação, para anunciar o pagamento do 14º salário.
Aplaudida de pé pelos servidores presentes ao Centro Cultural Alexandre da Silva Brito, a prefeita Edna Henrique disse que o pagamento do 14º salário aos servidores da Educação é uma forma de premiar, indistintamente, todos aqueles que trabalham em prol de um futuro melhor para os mais de 4 mil alunos matriculados na rede de ensino do município.
“Queria eu poder pagar a todos os funcionários municipais um adicional salarial, mas, infelizmente os recursos que seriam obrigatoriamente destinados ao nosso município não estão sendo repassados, a exemplo do Governo do Estado, que há dois anos não repassa a verba que seria destinada para UPA 24 Horas, ocasionando um débito de quase R$ 4 milhões”, disse a prefeita Edna Henrique.
Após o anúncio do 14º salário aos servidores da Secretaria de Educação, a prefeita recebeu milhares de mensagens através das redes sociais parabenizando a iniciativa pioneira na região do Cariri. “Esse Natal vai ser inesquecível na vida de todos nós”, comemorou Rinalda Rodrigues nas redes sociais.
Outra que comemorou nas redes sociais foi à funcionária Cláudia Feliciano. “Prefeita de luxo paga o Décimo Quarto aos funcionários da Educação. Monteiro não tem uma gestora não, tem uma mãe. Luxo!!! Foi aplaudida de pé”.
Segundo informações da secretaria de Finanças, Rosilda Henrique, o pagamento do 14º salário aos funcionários da Secretaria de Educação vai injetar na economia do município recursos superior a R$ 600 mil. “O equilíbrio financeiro obtido pelo município nos últimos sete anos possibilita o pagamento rigorosamente em dia aos fornecedores e aos servidores municipais, que ao longo destes anos obteve importantes benefícios, a exemplo do pagamento do 14º salário aos servidores da Educação”, frisou Rosilda.
Cariri Ligado

Contrariando prefeitos e governadores: professores terão reajuste de 11,36% em 2016

Ministro confirma manutenção do reajuste do piso

A Diretoria da CNTE foi recebida nessa quarta-feira (9/12) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que se comprometeu com a manutenção do reajuste do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério: "O ministro confirmou que o governo não pretende fugir daquilo que vem fazendo nesses últimos anos, ou seja, cumprirá a lei, segundo o parecer da Advocacia Geral da União e, portanto, o reajuste do piso deve ficar em torno de 11,36% na base salarial dos professores com formação de nível médio", explica o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Educadores enfrentam propostas contra reajuste do Piso Salarial - A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação está mobilizando sindicatos de todo o país contra os ataques à Lei do Piso que estão sendo promovidos por gestores de estados e municípios. Documento assinado conjuntamente pelos Secretários de Estado de Administração, Fazenda, Planejamento e Gestão, e enviado ao Ministro da Educação Aloizio Mercadante, solicita do Executivo Federal a suspensão de qualquer reajuste ao piso salarial nacional do magistério, enquanto perdurar a crise econômica. Além disso, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em conjunto com outras organizações de Prefeitos, tem procurado apoio no Governo Federal e na Câmara dos Deputados para fazer aprovar em definitivo o PL 3.776/08, que vincula o reajuste do piso somente ao INPC-IBGE. E o principal argumento também é a crise econômica. 

http://www.cnte.org.br/

9 de dez de 2015

Chuvas começam a chegar ao Sertão pernambucano

chuva_1Depois de muito sofrimento por conta da estiagem prolongada, os sertanejos começam a sorrir um pouco mais aliviados. As primeiras chuvas começaram a cair, e fortes, na região do Sertão pernambucano. Foram registradas chuvas nos municípios de Afrânio (PE) e Dormentes (PE), no Sertão do São Francisco.

Também houve registro de precipitações pluviométricas em Santa Maria da Boa Vista (PE) e Lagoa Grande (PE), naquela mesma região. Em Petrolina, a área urbana ainda sofre com o calor, mas na zona rural as chuvas chegaram a duas comunidades rurais.


Fonte: http://blogdoitamar.com.br/2015/12/chuvas-comecam-a-chegar-ao-sertao-pernambucano/

4 de dez de 2015

A farsa de Cunha, jihadista da direita corrupta

Vivemos no Brasil um momento no qual a história parece já acontece como farsa. Um patife entrincheirado no comando da Câmara, em deslavado exercício de gangsterismo político, acata um pedido de abertura de processo de impeachment com o intuito de retaliar o Executivo por não apoiá-lo na pretensão de salvar a pele no Conselho de Ética da Casa –que apesar de nada ou pouco ter de ético inclina-se a reconhecer os fatos clamorosos que se voltam contra o sinistro deputado.

Não é outra a motivação de Eduardo Cunha, cujo interesse pessoal surpreende e adultera a dinâmica política e institucional para lançar um processo de impedimento numa hora em que as condições não se mostravam as mais propícias. Formara-se praticamente um consenso entre analistas (e mesmo entre setores menos estúpidos da classe política) que o "momentum" do impeachment havia se esvaído –ainda que pudesse reapresentar-se mais adiante.

Prevaleceu, portanto, sobre a racionalidade e o tempo do cálculo político estruturado o ímpeto de um homem-bomba. Cunha, o jihadista da direita corrupta, vendo-se encurralado, decidiu explodir o colete. Não esqueçamos que nosso "suicide bomber", embora tenha agido agora como um lobo solitário, foi, durante longos meses, protegido e incentivado por setores da oposição e da imprensa. Como se sabe, o senador Aécio Neves, no afã de ganhar no tapetão o que perdera em casa, uniu-se à escória da política e chegou ao oportunismo notável de votar contra teses de seu partido na tentativa de chegar ao trono por caminhos insensatos. Nessa empreitada irmanou-se - e nivelou-se - a gente do calibre de Paulinho da Força (ou seria da Farsa?). Agora, contudo, mesmo o sinhozinho das Gerais já havia abandonado Cunha e a ideia de impeachment pelo impeachment, em meio a uma tardia e vexaminosa autocrítica de seu partido.

Ninguém na opinião pública deixou de notar que ao aceitar o pedido Cunha agiu como um chantagista entregando sua retaliação. Muitos, porém, trataram de considerar que o impulso torpe não mancharia o processo, que poderá transcorrer, digamos, "normalmente", sem carregar a mácula de seu pecado original.

Devo dizer que discordo dessa avaliação. Não concordo que se possa higienizar a cena do crime dela limpando o vício inaugural.

Mas não é apenas isso que me incomoda: falta ao pedido do sr. Bicudo a identificação convincente de um crime de responsabilidade. As "pedaladas fiscais" de 2015 ainda não foram caracterizadas –e mesmo que venham a ser é clara a desproporção entre o suposto delito e a punição que se sugere, como, aliás, já haviam declarado, com todas as letras, o governador Alckmin e o banqueiro Roberto Setúbal.

Nada disso, porém, justifica a aceitação desse processo que traz de seu nascedouro o característico cheiro de enxofre.

Por Marcos Augusto Gonçalves -  editor da Ilustríssima da Folha

FOnte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcosaugustogoncalves/2015/12/1714605-a-farsa-de-cunha-jihadista-da-direita-corrupta.shtml

Tiro, porrada e bomba em alunos viram espetáculo violento em SP

Está cada vez mais perigoso protestar pelas ruas da cidade. Ao menos, esta foi minha impressão na manhã desta quinta (3) durante a manifestação dos estudantes pela avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo.

Bomba, xingamentos e ira de pedestres e motoristas, incomodados com o trânsito parado. Esses foram os desafios do alunos que protestavam contra a reorganização da rede estadual de ensino do Estado.

Era pouco antes das 9h quando ouvi o primeiro estrondo e estava no 8º andar de um prédio comercial a metros dali. O barulho era de uma bomba de gás lacrimogêneo que a Polícia Militar havia atirado contra os estudantes que bloqueavam a importante avenida, sentados em cadeiras escolares.

Não houve diálogo. Os PMs chegaram jogando a bomba na direção deles, me contaram quando desci para fazer a reportagem.

A molecada correu para o outro lado da avenida. Por alguns momentos, houve silêncio. Estudantes e policiais se encaravam à distância. Enquanto isso, trabalhadores desavisados chegavam aos prédios comerciais como se nada estivesse acontecendo.

Quando o semáforo fechou, a molecada voltou a fechar o cruzamento.

Não demorou para outras bombas ecoarem. A gritaria foi geral e todo mundo, inclusive eu, começou a correr. Estudantes, transeuntes, fotógrafos e jornalistas se misturaram e escaparam para uma viela.

Rapidamente o clima de terror se instalou naquele trecho esfumaçado da Faria Lima, uma região de escritórios bastante conhecida na capital paulista. Os comerciantes fecharam suas portas.

Mas os estudantes de cabelos e roupas coloridas já estavam preparados: eles continuaram andando e até ajudando a jornalista aqui a se safar dos desagradáveis efeitos do gás lacrimogêneo.

Os olhos e a garganta ficam em brasa (efeito do gás lacrimogêneo). Uma colega me salvou ao me dar uma camisa para cobrir o rosto. Logo depois, um estudante me pediu para abrir as mãos e pingou gotas de leite de magnésio. "Coloca nos olhos e nas narinas", ele me ensinou. Eu, tonta, questionei: "Posso beber? Minha garganta...". Ele já me rebateu: "Melhor não". Aceitei a dica.

O cortejo continuava. Tenso. Clima que só mudava quando eles conseguiam parar algum trecho da avenida. Aí era uma festa: "Aqui não tem arrego!", gritavam.

Mas os carros, apressados, queriam seguir e buzinavam enlouquecidamente para que eles saíssem. Por muitas vezes, fiquei com medo de que houvesse um atropelamento em massa. Alguns pedestres gritavam que eles eram vagabundos. A maioria respondia: "um dia eu quero ser trabalhador como o senhor, mas preciso estudar primeiro".

Por volta das 10h, três viaturas chegaram subitamente com as sirenes ligadas. Em uma ação rápida -- e sem nenhum tipo de negociação --, os policiais da Força Tática detiveram quatro pessoas.

Eu presenciei uma dessas detenções. O menino foi jogado no chão, com as mãos nas costas. A cena seria humilhante se não fosse extremamente violenta. O rapaz não estava armado, não estava agredindo ninguém. Só estava protestando. Mas foi levado pelo camburão com os outros colegas sem direito a qualquer contra argumentação. Meninas e meninos choravam e gritavam e xingavam. Muitos filmavam, inclusive eu.

Outra bomba foi atirada contra a multidão de estudantes, apoiadores, fotógrafos e jornalistas. Todos voltamos a correr.

Questionei-me se não haveria uma forma mais branda de detê-los. Aliás, eles deveriam ser detidos? A Constituição garante o direito de protestar. Fui perguntar para um PM. Ele me respondeu: "foram para a 15º DP".

Fui à delegacia a pé, seguindo o protesto que virou cortejo. Meia hora depois a notícia: os detidos não estavam lá. Haviam sido encaminhados para outra unidade, a 14ª.

Já no novo endereço, descubro que a rua foi fechada para evitar que os manifestantes chegassem até a delegacia. Quem chegou levou bomba. De novo.

E de novo. Já eram quase 14h quando presenciei um dos momentos mais aterrorizantes na minha opinião. Eu vi muitos deles serem alvejados ininterruptamente com as bombas de gás a poucos passos de uma feira livre.

Ali mesmo, um rapaz foi espancado a céu aberto e a luz do dia por policiais. O falatório do comércio de frutas e legumes foi interrompido pelo som de gritos, sirenes e bombas.
Só nos restou correr e nos proteger em um canto. Tristes tempos.

http://educacao.uol.com.br/noticias/

Isso é grave: Tucanos proibiram a vinda de R$ 300 milhões para combater efeitos da seca na Paraíba

O secretário de Infraestrutura, Ciência, Tecnologia e Recursos Hídricos da Paraíba, João Azevedo, acusou o PSDB no Senado de ter sido responsável, ao lado do PPS, pela exclusão ontem de recursos na ordem de R$ 1.2 bilhão para o Ministério da Integração, cujo montante destinaria R$ 300 milhões à Paraíba para resolver a gravidade dos efeitos da estiagem.

– Fomos informados pelo Ministério da Integração nesta quinta-feira que já estavam reservados recursos na ordem de R$ 300 milhões para obras e serviços emergenciais diante da gravidade da seca, entretanto, tudo foi desfeito diante da decisão do PSDB e PPS, ontem, de impedir a aprovação no Congresso Nacional – explicou.

João Azevedo disse ainda que “vivendo um dos momentos de estiagem mais crucial dos últimos tempos, fazendo o governador Ricardo Coutinho ter que bater às portas dos Ministérios, sobretudo da Integração, para atenuar e resolver os problemas hídricos do Estado eis que acabamos de ser informados desta perda de recursos por conta do PSDB do senador Cássio Cunha Lima”.

Para ele, “a Paraíba precisa conhecer a verdade dos partidos que, nos veículos de comunicação dizem uma coisa mas na prática agem de forma impiedosa contra nossos irmãos nordestinos e em especial da Paraíba”.

http://www.blogdotiaolucena.com/

Hoje é dia do Orientador Educacional: o mediador da escola

Elo entre educadores, pais e estudantes, esse profissional atua para administrar diferentes pontos de vista

Antes tido como o responsável por encaminhar os estudantes considerados "problema" a psicólogos, o orientador educacional ganhou uma nova função, perdeu o antigo e pejorativo rótulo de delegado e hoje trabalha para intermediar os conflitos escolares e ajudar os professores a lidar com alunos com dificuldade de aprendizagem.
Regulamentado por decreto federal, o cargo é desempenhado por um pedagogo especializado (nas redes públicas, sua presença é obrigatória de acordo com leis municipais e estaduais). Enquanto o coordenador pedagógico garante o cumprimento do planejamento e dá suporte formativo aos educadores, ele faz a ponte entre estudantes, docentes e pais. 

Para ter sucesso, precisa construir uma relação de confiança que permita administrar os diferentes pontos de vista, ter a habilidade de negociar e prever ações. Do contrário, passa a se dedicar aos incêndios diários. "Garantir a integração dos atores educacionais e avaliar o processo evita a dispersão", explica Sônia Aidar, titular do posto na Escola Projeto Vida, em São Paulo. 

É também seu papel manter reuniões semanais com as classes para mapear problemas, dar suporte a crianças com questões de relacionamento e estabelecer uma parceria com as famílias, quando há a desconfiança de que a dificuldade esteja em casa. "Antes, o cargo tinha mais um enfoque clínico. A rotina era ser o responsável por encaminhar alunos a especialistas, como médicos, fonoaudiólogos etc.", explica Sônia. 

Recentemente, o orientador passou a atuar de forma a atender os estudantes levando em conta que eles estão inseridos em um contexto social, o que influencia o processo de aprendizagem. "Essa mudança tem a ver com a influência de teóricos construtivistas, como Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygostky (1896-1934) e Henri Wallon (1879-1962), nos projetos pedagógicos das escolas, cada vez mais pautados pela psicologia do desenvolvimento - o estudo científico das mudanças de comportamento relacionadas à idade durante a vida de uma pessoa." 

Em algumas redes, como em Guarulhos, na Grande São Paulo, essa ajuda vem de fora. A organização não-governamental Lugar de Vida, por exemplo, foi contratada pela prefeitura para prestar o serviço de orientação. O programa foi pensado para que a equipe da escola tenha encontros quinzenais, de duas horas cada um, com o pessoal da entidade para falar sobre dificuldades diversas. 

As primeiras reuniões geralmente se iniciavam com um longo silêncio, mas terminavam com os participantes contando experiências muitas vezes traumáticas. "Percebi logo que não se costuma falar sobre esses problemas. Os docentes têm dificuldade em compartilhá-los com seus pares e, com isso, acabam por não resolvê-los", conta Fernando Colli, psicanalista e coordenador da Lugar de Vida. 

Quando essa dinâmica está incorporada à unidade de ensino, o trabalho flui de forma mais contínua. Para mostrar como isso funciona, ouvimos três orientadores com perfis distintos. Todos foram convidados a narrar seu dia-a-dia em textos em primeira pessoa - você confere o resultado abaixo. 

Maria Eugênia de Toledo, da Escola Projeto Vida, fala sobre como é lidar diretamente com crianças e jovens. O relato de Lidnei Ventura, da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes, em Florianópolis, é um bom exemplo da rotina de quem trabalha lado a lado com os professores. E Suzana Moreira Pacheco, titular do posto na EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, conta como é ser o elo com a comunidade.

Convívio e parceria com os estudantes

Foto: Rodrigo Erib
Foto: Rodrigo Erib
"Meu nome é Maria Eugênia Toledo e, desde 2002, sou orientadora responsável por sete turmas do 6º e do 7º ano da Escola Projeto Vida, em São Paulo. A demanda de acompanhamento dos jovens é grande. O desafio é não descuidar do coletivo, ao mesmo tempo que desenvolvemos uma série de intervenções individuais. 

Recentemente, precisei sentar e conversar com um aluno que fez uma coisa errada. Os professores reclamavam que ele dava trabalho e provocava os colegas. Em nossa conversa, ele chorou muito e desabafou: ninguém enxergava suas qualidades. Eu disse: 'Você tem de mostrar seu lado bom. É sua meta. Combinado?' Ele respondeu que sim. Estávamos de acordo. Uma semana depois, a escola promoveu um passeio à exposição Diálogos no Escuro (ambiente em que se simula o cotidiano dos deficientes visuais), na cidade de Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo. Esse estudante foi. Para minha surpresa, quando estávamos no escuro para conversar com os guias cegos, ele fez as melhores perguntas. Queria saber se os guias eram vaidosos, como era o dia-a-dia deles etc. No fim do programa, um deles perguntou o nome do aluno e disse: 'Eu enxergo muitas coisas boas em você'. A reação do estudante foi incrível. Ele me disse, comovido: 'Puxa, o cara não enxerga, mas viu minhas qualidades'. Essas situações trazem um efeito positivo para toda a vida da pessoa. 

Para fazer parte do convívio dos estudantes, chego meia hora antes do início das aulas, às 7 da manhã. Acho que o orientador não pode atuar só em classe, por isso acompanho a circulação no pátio, nos intervalos e nas atividades de grupo fora de sala. Estou sempre circulando entre eles. 

Além disso, temos um encontro semanal com cada uma das turmas. Funciona como se fosse uma aula dentro da grade curricular, mas tem uma especificidade de temas. Por exemplo, do 6º ao 9º, eles passam pelo Projeto Vida e Saúde, no qual discutimos questões como alimentação, drogas, sexualidade, mídia e relação com o corpo. 

No 7º ano, trabalhamos a entrada na adolescência. Nesses encontros, elaboramos cartazes com três colunas (eu critico, eu solicito, eu quero discutir) em que os estudantes, de forma anônima, colocam os fatos - sempre os fatos. Então, conversamos sobre cada assunto por categoria (respeito entre eles, uso inadequado do espaço etc.). As soluções vêm do grupo.  pensam sobre como têm administrado os próprios conflitos. Incentivamos a formação de uma pessoa crítica, sempre em conjunto com o professor e a família." 

Ponte entre a turma e os professores

Foto: Danisio Silva/Tempo Editorial
Foto: Danisio Silva/Tempo Editorial
"Sou Lidnei Ventura, orientador da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes. Aqui, na rede pública de Florianópolis, a portaria nº 6 de 2006 estabelece uma proporção entre os orientadores educacionais e o número de alunos por escola. Muitas vezes, como no meu caso atualmente, esses profissionais acumulam a função com a coordenação pedagógica. 

Moderamos as relações na unidade de ensino, verificando problemas e buscando soluções conjuntas. Tudo isso sem perder de vista o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Por isso mesmo, nosso contato com os professores tem de ser muito próximo. 

Como temos 750 alunos na unidade, a demanda é bem grande. Recebo diversos tipos de situação, como casos de indisciplina, dificuldade de aprendizagem e baixa frequência. Às vezes, observo um descompasso entre o docente e a história das famílias. Nesses casos, cabe a mim fazer a ponte. 

No ano passado, por exemplo, os educadores vieram me avisar, preocupados, sobre um aluno que estava vivenciando a separação dos pais: 'Lidnei, ele parou de vir à escola'. Acontece. A criança fica perdida nessa hora. Não está pronta para passar por aquilo e pode até desistir dos estudos por causa disso. 

Eu e os professores nos juntamos para estimular o estudante a voltar para as aulas - afinal, estávamos perto do fim do ano escolar. Ligamos para os pais, pedindo que eles continuassem a trazê-lo. Conversamos individualmente com os amigos mais chegados ao rapaz para que eles pudessem de alguma forma ajudar. Queríamos, além de tudo, incentivar a solidariedade entre eles. 

O resultado foi incrível. Pouco a pouco, o aluno foi voltando à escola. Se não fossem os educadores atuantes, fazendo essa ponte com a orientação, perderíamos o jovem. E ele ficaria atrasado nos estudos. 

Toda essa interação com os professores é feita no dia-a-dia ou durante as reuniões pedagógicas trimestrais e de planejamento (mensais), quando discutimos também as temáticas que têm a ver com o cotidiano educacional na escola, sempre buscando ajudar o docente a encontrar o melhor caminho para o aluno. 

Do 1º ao 5º ano, o professor é quem passa para o orientador as informações sobre os alunos, já que é possível manter um contato mais individualizado com a turma. Do 6º ano em diante, existe uma dificuldade maior. Até o docente conseguir identificar os problemas de aprendizagem, leva tempo. Por isso, preciso ajudá-lo, contando a história de cada aluno, as dificuldades ou habilidades, quem é a família e quem devemos chamar à escola em caso de complicações. São dados que levanto em conversas que tenho com cada jovem em outros momentos. 

Outra questão é que acredito ser fundamental o contato dos professores com os pais. Nossa unidade não é uma ilha. É preciso discutir em conjunto o desenvolvimento das crianças. Com esse objetivo, programamos alguns eventos de interação - previstos para esse ano. Queremos chamá-los para alguns ciclos de palestras sobre as problemáticas da adolescência. É o nosso desafio em 2009: desenvolver projetos que tragam a comunidade para dentro do espaço da unidade de ensino de forma planejada e produtiva." 

Os pais como aliados no ensino dos filhos

Foto: Tamires Kopp/Print Maker
Foto: Tamires Kopp/Print Maker
"A EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, foi uma conquista da comunidade do Morro Alto - que se mobilizou pela construção da escola junto à prefeitura. Por isso, o entorno está muito presente em nosso dia-a-dia. Tudo isso representa uma satisfação para mim, Suzana Moreira Pacheco, orientadora da unidade. 

Como forma de perpetuar essa relação, sempre busco prestar apoio ao professor, ao estudante e à família. Junto aos pais, particularmente, promovo entrevistas e acolhimento de alunos que estejam chegando. Participamos ainda de fóruns ligados à proteção da criança e do adolescente e realizamos grupos de reflexão com a comunidade. 

Tenho muitos casos interessantes que mostram o sucesso do trabalho. Um deles é o de uma família bastante carente que chegou à comunidade. Eles viviam em situação muito precária, num ambiente de dois cômodos com cinco filhos, uma matriculada em nossa unidade. Além disso, a mãe, Lusia Flores Machado (que aparece comigo na foto), nem sempre se entendia com a gente. 

Em poucos dias, a aluna começou a faltar. Não pensei duas vezes: fui até a casa da família buscá-la. Às vezes, chegava e eles me diziam: 'Ela se atrasou hoje...' Eu respondia que não tinha importância. Esperava que eles a aprontassem e levava a menina para a aula, mesmo atrasada. Cansei de ir buscar essa aluna em sua residência. 

Depois, o problema virou o material escolar. Vira e mexe, ela chegava sem nada para anotar. O fato é que todas as pessoas da família utilizavam o caderno. Ela, com 7 anos, não conseguia se organizar naquele espaço. Cheguei a sugerir que ela guardasse as coisas em uma caixa. Aos poucos, consegui pontuar com a família a importância de cuidar do material. 

Ao mesmo tempo, acionei um trabalho em rede com outras instâncias, como o posto de saúde e a assistência social. Consegui que a família participasse de um programa de auxílio do governo. Isso para que eles tivessem uma estrutura mínima para que as crianças pudessem frequentar a escola. 

Recentemente, essa mãe me procurou, avisando que tinha conseguido um trabalho e que não conseguiria mais levar um dos filhos, um aluno com deficiência, ao serviço da prefeitura para a educação inclusiva. Para ela, a prioridade era colocar dinheiro em casa, mas juntas encontramos uma alternativa, conciliando os dias da semana e os horários do serviço com o novo emprego. Nesse caso, ela fez tudo o que podia. Cabe ao orientador, dentro dos seus limites e com cuidado, ajudar a pessoa a enxergar a saída e acionar os recursos disponíveis."


http://revistaescola.abril.com.br/formacao/mediador-escola-427372.shtml

3 de dez de 2015

Pedra Lavrada: Município vai doar 24,35 toneladas de feijão para a população de baixa renda

O feijão será distribuídos entre os beneficiários do Programa Bolsa Família 
O município de Pedra Lavrada, em parceria com a CONAB (Campanha Nacional de Abastecimento ), do Governo Federal, vai doar 24.350 KG de feijão, que serão distribuídos entre os beneficiários do Programa Federal  Bolsa Família. A doação será possível porque o município se cadastrou e fez o requerimento do produto junto a CONAB , ainda no mês de agosto. A medida que libera o produto, está no Decreto nº 8.481, publicado no dia 08 de junho no Diário Oficial da União, e permite que sejam doadas até 45 mil toneladas de feijão dos estoques públicos administrados pela Companhia. O produto localizado em armazéns localizados nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.  
O produto deve ser destinado a entidades e organizações integrantes da rede socioassistencial, equipamentos de alimentação e nutrição como restaurantes comunitários e cozinhas populares, e ainda para a rede pública de saúde, educação e segurança e beneficiários de programas sociais do Governo Federal.
O feijão já está em Pedra Lavrada, chegou na noite desta quarta-feira, por volta das 1 horas e será totalmente doado a comunidade do Bolsa Família, a partir de segunda-feira, sete de novembro (07). A Secretaria de Ação Social já está se mobilizando para convocar todos os beneficiários do Programa, para receber o feijão. A entrega será realizada pela Secretaria Municipal de Ação Social e possivelmente obedecerá a ordem alfabética, dos nomes dos beneficiários. É importante ressaltar que todos os beneficiários do Bolsa Família de Pedra Lavrada receberão.

Os custos de aquisição do feijão foi exclusivamente da CONAB, a contrapartida do município ficou com as despesas com o transporte e deslocamento do produto que veio de um dos depósitos da CONAB, localizado no município de Pontalina – GO, que custou aos cofres do município de Pedra Lavrada a quantia de R$ 10 mil reais.
 A Conab vai publicar, a cada três meses, a quantidade de feijão distribuído e a relação dos atendidos pela ação. Mais informações podem ser obtidas nas superintendências regionais da Companhia em cada estado.
Fonte: http://www.pedralavrada.pb.gov.br/noticia/72/pedra-lavrada:-municipio-vai-doar-24-35-toneladas-de-feijao-para-a-populacao-de-baixa-renda

Prefeitura de Pedra Lavrada emite nota de esclarecimento sobre 1/3 de férias de professores. Veja:


Nota de Esclarecimento sobre 1/3 de Férias

Em face das informações comentadas, a respeito do recebimento de 1/3 de férias pelo Servidor ROBERTO SOLON DE VASCONCELOS, referente ao ano de 2015 o Prefeito Roberto e a Secretaria de Finanças do Municipio de Pedra Lavrada, vem a público esclarecer o seguinte:

1 – Que em nenhum momento da nossa gestão teve a intenção de favorecer a qualquer servidor com o pagamento individualizado de 1/3 de férias, mas tão somente, trata-se de um equívoco quanto da digitação com informação de Conta Corrente.

2 – Foi creditado indevidamente na conta do servidor ROBERTO SOLON DE VASCONCELOS, o valor que seria repassado como salário da servidora ROSÉLIA CORDEIRO DOS SANTOS.

3 – Não houve da nossa parte dolo ou se quer má-fé, tanto é que já solicitamos a devida retificação para que o setor contábil atual que é detentor do banco de dados que regularize essa situação junto aos servidores envolvidos, providenciando a restituição do valor pago e creditando a quem é de direito o salário correspondente.

Quaisquer esclarecimentos eventuais, favor usar o E-SIC do municipio.

Atenciosamente.

Roberto José Vasconcelos Cordeiro
Prefeito

Fonte: http://pedralavrada.pb.gov.br/noticia/73/nota-de-esclarecimento-sobre-1-3-de-ferias 

2 de dez de 2015

Cunha vai abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma

Presidente da Câmara fez o anúncio em coletiva nesta quarta-feira
   
BRASÍLIA — O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou neste quarta-feira que vai abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, feito pelos juristas Miguel Realle Júnior e Hélio Bicudo em que estão incluídas as chamadas pedaladas fiscais que teriam sido cometidas em 2015.

— Não faço isso por motivação política e rejeitaria se estivesse de acordo com a lei.

Desde que soube da decisão da bancada do PT, que decidiu que os votos de seus três representantes no Conselho de Ética serão favoráveis à admissibilidade do processo que pode determinar a cassação do mandato do peemedebista, Cunha manteve-se fechado em seu gabinete na presidência da Casa conversando com várias lideranças.

(...)

Globo

Nasceu homem, virou mulher, agora quer ser um cavalo


Esta é Karen, uma mulher francesa, de 50 anos de idade, que costumava ser um professor do sexo masculino. Mas por dentro, Karen hoje se sente como um cavalo, algo que descobriu quando ainda era bastante jovem. Depois de encontrar a sua verdadeira identidade, Karen quer agora participar dos campeonatos de 'pony-play', onde pessoas como ela, se transformam em cavalos para uma competição bem peculiar. Você pode saber mais sobre a vida de Karen no documentário 'Horse-Being'.


Vejam o vídeo:


TV UOL

Canoa de Dentro: Um exemplo a ser seguido

Roberto Solon 
Jovens de Pedra Lavrada produzem filmes na zona rural e são notícia na imprensa nacional

A comunidade rural conhecida como Canoa de Dentro no município de Pedra Lavrada, no Seridó Paraibano, tem tomado às rédeas do seu destino em suas mãos. Não é de hoje que agricultores e agricultoras da região vêm desenvolvendo alternativas para convivência com a seca e, com isso, conquistando independência e liberdade independentemente da vontade política - mesquinha - local.

Salta aos olhos o relevante papel que as "MULHERES DE CANOA DE DENTRO" que, em associação, desenvolvem na comunidade em busca de alternativas sustentáveis para a sobrevivência digna dos que lá residem. 

A Associação não ficou a esperar que as supostas benesses governamentais fossem bater à sua porta. Pelo contrário, foi à busca de parceiros que deram provimento às ideias levantadas na comunidade. 

Para visualizar a comunidade de Canoa de Dentro, clique AQUI.

Em matéria reproduzida pelo "Voz de Pedra" em 6 de novembro de 2012, um breve relato da história da Associação é feito. Veja:

Com muita organização, autonomia e resistência a comunidade  se  destaca  como  referência  para demais regiões do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar do Cariri, Curimataú e Seridó Paraibano (agente político e social  articulador  da  agricultura  familiar  em  10 municípios do semiárido paraibano).

Na comunidade, as famílias se organizam através do Centro de Cidadania das Mulheres, criado em 2008. Além  disso,  o  grupo  Mulheres  Filhas  da Terra,  desenvolve  um  importante  trabalho  de beneficiamento de frutas nativas e adaptadas, desde 2006.

Antes do Centro de Cidadania existia apenas a Associação dos Pequenos Agricultores Rurais, onde algumas representantes do Centro faziam parte da diretoria. Nesse período a comunidade conseguiu desenvolver várias atividades de forma coletiva, através de mutirões, como o da limpeza do açude e da construção da parede da Lagoa (um dos tanques de pedra da comunidade). 

“Depois que a gente viu que a associação não estava regular na justiça federal, vimos à necessidade de formar outra associação, pra ta podendo trazer beneficio pra comunidade, que foi o Centro da Cidadania das Mulheres, que  começou a funcionar em 2008 aqui na  comunidade Canoa de Dentro”. (Maria Betânia Buriti)

Em  2011,  com  apoio  do  Coletivo  Regional  e  do Patac, o Centro de Cidadania,  que hoje possui 48 sócios, construiu a unidade de beneficiamento de frutas  do  grupo  Mulheres  Filhas  do  Semiárido. Através  do  grupo  as mulheres  da  comunidade comercializam  seus  produtos  para  a Bodega Agroecológica, o  Programa de Aquisição  de Alimentos (PAA)  e  para o Programa Nacional  de Alimentação Escolar (PNAE).

Rosimere Santos (uma das lideranças comunitárias)  comenta  que  pessoas de  outras comunidades  da  região  também  participam  das reuniões do Centro de Cidadania, com interesse de se associar: “Eles vem, mas só que a gente vê que isso deve ter em cada comunidade. Cada comunidade deve ter sua  autonomia  de se organizar, aí às vezes a gente nem associa, mas mesmo assim eles vêm e participam”.

Através das comissões municipais o grupo mobiliza as demais comunidades incentivando a autonomia e formação de novas associações. Atualmente  cerca  de  17  comunidades  participam das  reuniões  da  comissão  municipal  de  Pedra Lavrada, mas o grupo acredita que ainda é preciso organizar muitas outras comunidades. Maria Betânia comenta: “Em todo o município apenas a região do Seridó não foi envolvida, pois se trata de uma região onde ainda existe muita falta de apoio, mas estamos tentando aproxímá-los e incentivar a organização da comunidade”.

O grupo tem consciência de sua responsabilidade enquanto referência organizativa na região e busca conscientizar agricultores e agricultores sobre a importância da auto organização coletiva em cada comunidade.

Manejo da biodiversidade e convivência com o semiárido garantem vida digna e sustentável às famílias

A organização comunitária de Canoa de Dentro tem garantido o desenvolvimento da agroecologia e da agricultura  familiar  camponesa.  Hoje  a  comunidade  é  exemplo  de  organização  para  ampliar  a capacidade de armazenamento de água. Atualmente na comunidade existe: três tanques de pedras, um açude e algumas barragens de pequeno porte, além das implementações familiares:  cisternas de placas, cisternas calçadão e barragem subterrânea.

Aágua armazenada além de abastecer as famílias da comunidade Canoa de Dentro, abastece famílias de comunidades vizinhas, como: Cordeiro, Belo Monte, Caiçarinha e Campinhos. Rosimari Alves (uma das lideranças na comunidade), explica: “Há uma divisão na comunidade, o tanque de pedra é para água de beber, as pessoas que não tem cisterna utilizam a água do tanque pra beber. Com isso, mesmo em período de grandes secas, como deste ano (2012), a comunidade não sofre com a falta de água”.

Rosimere também comenta sobre a importância do reaproveitamento da água servida no arredor de casa: “Ainda tem pessoas que nem liga pra isso, mas a maioria das casas aqui tem fruteira. É difícil ver uma casa aqui na comunidade que não tenha fruteiras ao redor, mesmo na época da seca”.

Nos arredores de casa as famílias produzem além das plantas medicinais e hortaliças, diversos tipos de fruteiras, como: umbu, caju, manga, acerola, goiaba e mamão. Nos roçados são cultivados: milho, feijão, macaxeira e fava.  Para o beneficiamento de doces, compotas, polpas e licores, são utilizadas as 
frutas produzidas na própria comunidade.

Além da produção de alimentos há também a prática da criação de animais, como: gado, ovelhas, galinha, porco, guiné e perú. Tudo é produzido e cultivado com base nos princípios da agroecologia, sem uso de agrotóxicos e respeitando as condições do meio ambiente.

Caso queira ver a matéria original, clique AQUI.

Voltei

Também, em 15 de setembro de 2011, o Programa "A Sua Verdade" das Rádios Comunitárias Boa Esperança FM e RCL FM, ambas de Pedra Lavrada, fez uma entrevista com as Mulheres de Canoa de Dentro, onde elas relatam sua história, dificuldades e desafios enfrentados. Clique AQUI para ouvir a entrevista.

Fazendo arte e promovendo a cultura local

Com o destacado papel da Associação, não demorou que instituições voltadas à promoção da cultura voltassem os olhos à Comunidade. Recentemente uma ONG do Rio de Janeiro - CINEMA NOSSO - promoveu formação aos jovens de Canoa de Dentro voltada à realização de filmes. 

O trabalho realizado pelo Cinema Nosso na comunidade Canoa de Dentro ganhou destaque em vários programas televisivos da Rede Globo nacional e sua filial na Paraíba. Em entrevista de pouco mais de 14 minutos, a apresentadora do Jornal Hoje, Sandra Sandra Annenberg, conversa com Luis Lomenha, fundador do Cinema Nosso, sobre o tema.

Veja o vídeo:


Visite o site da ONG: http://www.cinemanosso.org.br/site/

Em programa da TV Paraíba e TV Cabo Branco levado ao ar em 01/12/15, um filme que narra a lenda da Cumadre Florzinha, foi realizado pelos jovens agricultores da região com apoio do Cinema Nosso. Para ver a matéria, clique AQUI.

O trabalho realizado, à duras penas, pelas mulheres de Canoa de Dentro é de relevante interesse social. É a prova cabal que vontade, perseverança, trabalho duro, senso de oportunidade, inteligência e muita dedicação são capazes de promoverem a melhora na qualidade de vida de pessoas e comunidades. 

Enquanto muitos preferem o conforto de ficar apenas reclamando e apontando culpados para as dificuldades que muitas vezes a vida oferece, as MULHERES DE CANOA DE DENTRO e, agora, seus filhos e filhas vem nos provar, mais uma vez, que arregaçar às mangas e ir à luta, proverá bons frutos em safra futura.

Para ler artigos de opinião anteriores de Roberto Solon, clique AQUI.

Roberto SOlon de Vasconcelos
Professor